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CORES E SABORES

Jaboatão: viagem na história da cidade com uma trilha pelos antigos engenhos.

O roteiro pelos engenhos Megaipe, Santana e Duas Unas mostra cenários pouco conhecidos da cidade.

Leonardo Vasconcelos
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Leonardo Vasconcelos
Publicado em 06/10/2021 às 12:29
TV Jornal / Divulgação
O Engenho Santana, em Sucupira, é um dos mais antigos de Jaboatão. - FOTO: TV Jornal / Divulgação
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Em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, é possível fazer uma viagem pela história com um pouco de aventura por meio de trilhas pelos antigos engenhos. As suas edificações resistiram ao tempo e mostram detalhes de outras épocas. A trilha pelos antigos engenhos da cidade foi tema de reportagem do Programa Cores e Sabores de Jaboatão que foi ao ar no último sábado na TV Jornal.

O roteiro começou pelo Engenho Megaipe de cima, em Muribeca, que chama a atenção pela casa-grande com um açude bem na frente. “Na verdade eram dois engenhos Megaipe, o de cima e o de baixo. O de baixo tinha uma casa-grande que inclusive foi descoberta por Gilberto Freyre na década de 1920. Mas ela acabou sendo demolida o só restou o de cima. A casa é no estilo bangalô tendo sido construída provavelmente no século 19 e o açude que fica na frente provavelmente local de banho dos senhores de engenho”, afirmou o historiador James Davidson.

Depois o destino foi o Engenho Santana, em Sucupira. Ele é um dos mais antigos de Jaboatão e foi berço da Insurreição Pernambucana, um marco histórico do Pernambuco Holandês. “Ele chegou a pertencer a João Fernandes Vieira que foi um dos líderes da Insurreição Pernambucana. Ao lado do engenho fica a capela que foi construída sob a invocação de Nossa Senhora de Santana que é uma das poucas capelas de engenho ainda preservadas”, contou o historiador.

A trilha terminou nas ruínas do Engenho Duas Unas, em Santo Aleixo, construído no final do século XVIII. “Ele fica localizado às margens do Rio Dunas Unas, por isso ganhou esse nome. Ele já existia no século 19, mas o mais importante é que no início do século 20 ele pertenceu a dois escritores: Maximiano Accioly Campos e Renato Carneiro Campos que eram autores de romances e contos”, detalhou James.

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