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Há duas outras pessoas entrando na Cultura, que é muito 'aparelhada', diz Bolsonaro

Em videoconferência com lideranças religiosas e deputados da Frente Parlamentar Católica, Bolsonaro disse, sem entrar em detalhes, que uma "outra pessoa entraria para o governo"

Estadão Conteúdo
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Publicado em 21/05/2020 às 18:16
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A atriz Regina Duarte saiu do cargo de secretária especial da Cultura na última quarta-feira (20) - FOTO: REPRODUÇÃO
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (21) que a Secretaria Especial de Cultura é "muito aparelhada" e que vai "botar a secretaria para trabalhar". Em videoconferência com lideranças religiosas e deputados da Frente Parlamentar Católica, Bolsonaro disse, sem entrar em detalhes, que uma "outra pessoa entraria para o governo" no lugar de Regina Duarte, deslocada para o comando da Cinemateca Brasileira.

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"A senhora Regina Duarte vai continuar no governo e temos uma outra pessoa entrando no governo. É uma Secretaria grande, enorme, e também muito aparelhada", comentou o presidente da República. A saída de Regina foi pautada em grande parte no desagrado de Bolsonaro com a "proximidade" da atriz com o "setor de esquerda"

Um novo nome para o pasta ainda não foi anunciado oficialmente. O ator e apresentador Mário Frias é o mais cotado até então. Ele esteve nos últimos dois dias no Palácio do Planalto e já afirmou que está à disposição do presidente. "Nós devemos botar essa secretaria (da Cultura) para trabalhar tendo em vista a maioria daquilo que a população brasileira quer", disse Bolsonaro.

Minoria x maioria 

O presidente acrescentou que "ninguém vai censurar a minoria", mas ressaltou que "a minoria participa, mas quem decide é a maioria". "Tudo bem vamos respeitar minorias, mas quem tem que fazer valer a sua vontade é a maioria", declarou.

A situação da Cultura, que aguarda a nomeação do seu quinto secretário desde o início do governo Bolsonaro, veio à tona após o presidente compará-la com a área da comunicação. Nesta tarde, Bolsonaro ouviu pedidos dos líderes religiosos para que apoie televisões e rádios católicas, com a retomada de processos de outorga, por exemplo.

"Eu não tenho capacidade sozinho de ver e tomar decisão sobre tudo que acontece no governo. A questão de comunicações realmente nós deixamos a desejar. Temos um potencial muito grande de atender a maioria da população. A questão da cultura também", disse Bolsonaro.

O presidente finalizou a reunião prometendo ao grupo que o deputado Vitor Hugo (PLS-GO), quem conduziu a conversa, intermediará os pedidos feitos pelos padres e parlamentares com o Secretário Especial de Comunicação, Fábio Wajngarten, e o ministro Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

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