MOSTRA | Notícia

Museu Memórias Vivas abre as portas com exposição sobre cotidiano de Belo Jardim, no Agreste

"Extraordinário Cotidiano", de Thalita Rodrigues, é um convite para enxergar a cidade através de gestos simples; Museu abriga antiga Fábrica Mariola

Por Emannuel Bento Publicado em 18/02/2025 às 15:57

O Museu Memórias Vivas, localizado nas antigas instalações da Fábrica Mariola, em Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco, abre as portas pela primeira vez em 26 de fevereiro com a exposição "Extraordinário Cotidiano", da fotógrafa Thalita Rodrigues, um convite para enxergar à cidade para além de sua história e economia. A entrada é gratuita.

A mostra faz uma ode à força dos trabalhadores, dos artesãos e dos inventores do dia a dia. São retratos de mãos que moldam o barro, de máquinas que se reinventam e de pessoas que, com gestos simples, transformam o mundo ao seu redor.

Sobre a artista

Natural do Recife e moradora de Surubim, a fotógrafa frequenta Belo Jardim desde 2013, inicialmente pelo trabalho, depois pela amizade, pelo afeto e pelo vínculo que se construiu na convivência.

Na exposição de 73 obras, seu olhar se volta para personagens e expressões culturais que representam a identidade da cidade, como a Filarmônica São Sebastião, o Maracatu Boi da Gente e as artesãs do Sítio Rodrigues, cujas histórias e tradições ganham um registro sensível e autêntico.

"Para fotografar uma cidade, não basta olhar para ela. É preciso caminhar por suas ruas, ouvir quem as percorre todos os dias, sentir os silêncios e as euforias de cada esquina. Só então a cidade começa a se revelar", reflete Thalita.

"Belo Jardim é uma cidade de realizações. O trabalho dessas pessoas não pode ser invisível. São elas que constroem o presente e projetam o futuro. Meu olhar se volta para o que há por trás de cada realização, para os sonhos que se materializam em uma peça de barro, em uma música, em um projeto que muda o rumo de uma vida", explica a fotógrafa.

Museu

O Museu Memórias Vivas, idealizado pelo Instituto Conceição Moura e sede da entidade, ocupa as antigas instalações de uma doceira que, por quase meio século, foi um dos pilares econômicos de Belo Jardim.

Fundada em meados de 1915, a fábrica de Jorge Aleixo da Cunha e Quitéria Batista de Lima cresceu a partir de receitas caseiras e se tornou um símbolo de empreendedorismo e resistência no Agreste.

Ao cruzar as portas do museu, o visitante vai ser convidado a reviver essa história, com fotos antigas, objetos pessoais e réplicas em 3D dos maquinários da época recriam a atmosfera da produção de doces. A meta é receber cerca de 9 mil visitantes entre 2025 e 2026.

"Queremos que os visitantes sintam o peso da história ao caminhar pelo próprio prédio. Nosso objetivo é disseminar e salvaguardar as memórias vivas, valorizando as histórias que moldaram a identidade econômica e cultural da cidade, perpetuando o orgulho dos moradores por sua herança", pontua George Pereira, curador do Museu Memórias Vivas.

O espaço foi projeto com acessibilidade, com rapaz de acesso, plataforma elevatória e banheiros adaptados.

SERVIÇO
Museu Memórias Vivas
Onde: Rua Marechal Deodoro, 45, no Centro de Belo Jardim
Funcionamento: De terça-feira a domingo, das 9h às 20h
Quanto: Entrada gratuita
Agendamentos: 81 97314-6655

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