REPOSICIONAMENTO

Caixa passa a oferecer crédito com garantia de imóvel à Taxa Fixa ou atrelado ao IPCA

Modalidade, por ora, ainda só aceita imóveis que não estejam comprometidos em outras operações. Taxa mínima passa a ser de 7,2% ao ano

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 30/07/2020 às 12:28
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SÉRGIO BERNARDO/ACERVO JC IMAGEM
Novas linhas valem para novos contratos, a partir do dia 3 de agosto de 2020 - FOTO: SÉRGIO BERNARDO/ACERVO JC IMAGEM
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Na intenção de aumentar o volume de operações dos empréstimos a pessoas físicas tendo como garantia um imóvel (Home Equity), a Caixa Econômica Federal começará a atualizar a partir da segunda-feira (3 de agosto) as condições para essa modalidade de crédito. Agora, o banco passa a contar como opção linhas atreladas à inflação (IPCA) ou com Taxa Fixa, além da modalidade de cobrança atrelada à Taxa Referencial (TR). O objetivo do banco público é ampliar sua fatia de participação nesse mercado, bem como o volume de recursos - passando de R$ 3,5 bilhões para R$ 40 bilhões nos próximos anos.

No Home Equity, o crédito pessoal conta com taxas mais baratas justamente pelo fato do cliente dar como garantia um imóvel residencial ou comercial. No Caso da Caixa esse imóvel não poderá ter ônus, ou seja, não pode estar sendo usado como garantia em outro tipo de empréstimo, conforme já permite o Banco Central. 

Para contratação do crédito com garantia de imóvel, os interessados contarão com taxa atrelada à TR, ao IPCA ou a modalidade Taxa Fixa. No caso do IPCA, a taxa mínima é de 0,60% ao mês (7,2% ao ano) + variação do IPCA. No modelo atrelado à TR, a taxa mínima é de 0,70% (8,4% ao ano) + TR (atualmente está zerada). Já na modalidade Taxa Fixa, o custo é de 0,80% ao Mês (9,2% ao ano). A aplicação das taxas mínimas dependem do relacionamento do cliente com o banco. A taxa balcão, que independe do relacionamento, pode chegar a 0,90% ao mês, como no caso da atrelada à TR. 

Para todas as linhas, o prazo de financiamento é de 180 meses (15 anos) e quota máxima de financiamento em relação ao preço do imóvel é de 50% para a linha + IPCA e de 60% para as demais modalidades. A amortização por ser no Sistema de Amortização Constante (SAC) ou PRICE.

"Hoje a taxa referencial de juros está zero, porque a Taxa Selic está bastante reduzida. Por causa disso, oferecemos tanto a taxa corrigida pelo IPCA quanto a Taxa Pré-fixada. Entendemos que dessa maneira podemos atingir o maior número possível de clientes", disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.  

Taxa baixa x risco da inadimplência

Comum em outros países, a exemplo dos Estados Unidos, o Home Equity ainda engatinha no Brasil. O modelo tem sido alvo de estímulos do Banco Central e, por consequência dos próprios bancos. Como oferece menos riscos às instituições, as taxas de juros são mais baixas e atrativas para os clientes. Mas em compensação, a inadimplência pode levar o tomador do crédito a perder o imóvel dado como garantia. 

Em abril deste ano, segundo o BC, a carteira de crédito do Home Equity estava em R$ 11 bilhões. A carteira do SFH no mesmo período era de R$ 282 bilhões e o crédito livre R$ 50 bilhões. Por outro lado, a inadimplência no Home Equity era de 5, 83%, ao passo que a inadimplência no crédito livre era de 1,85% e no SFH, 1,59%. 

Mesmo assim, a depender do caso, o risco ao qual o tomador se expõe pode compensar. No cartão de crédito parcelado, por exemplo, o juro está em 118,7% ao ano. Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa média é de 69,8%.

A Caixa também anunciou redução para o crédito voltado à construção individual. Nas modalidades de "Aquisição de Terreno e Construção" e "Construção em Terreno Próprio", a Caixa passará a ofertar taxas customizadas que podem chegar a 6,5% ao ano. Em 2019, nessa modalidade, o banco detinha 13 mil contratos, num volume de R$ 3,6 bilhões. A Expectativa é só neste segundo semestre emprestar R$ 4 bilhões.  

 

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