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Beneficiários poderão sacar auxílio emergencial na próxima segunda-feira (4); veja calendário completo

As transferências foram realizadas até o final de 2020, e a Caixa Econômica Federal irá disponibilizar o saque para os beneficiários em janeiro

JC Vanessa Moura
JC
Vanessa Moura
Publicado em 01/01/2021 às 18:49
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MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
REDUÇÃO Além das parcelas menores, novo auxílio pagará menos pessoas - FOTO: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
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Beneficiários da Caixa Econômica Federal poderão sacar o auxílio emergencial na próxima segunda-feira (4). O saque estará disponível para os nascidos em março. Ao todo, 3,6 milhões de brasileiros serão beneficiados. A conclusão dos pagamentos aconteceu no final de 2020, mas o banco disponibilizará, ao todo, 10 datas em janeiro para a realização do saque.

Até o momento, o governo federal não indicou que irá dar continuidade aos pagamentos em 2021. O calendário de saques é válido para os beneficiários que aguardam o pagamento em espécie dos ciclos 5 e 6, ou seja, a 8ª e 9ª parcela.

Veja o calendário completo

  • 4/01 - Trabalhadores inscritos via site e app, nascidos em março, recebem o direito de saque das parcelas recebidas nos ciclos 5 e 6; 
  • 6/01 - Trabalhadores inscritos via site e app, nascidos em abril, recebem o direito de saque das parcelas recebidas nos ciclos 5 e 6;
  • 11/01 - Trabalhadores inscritos via site e app, nascidos em maio, recebem o direito de saque das parcelas recebidas nos ciclos 5 e 6;
  • 13/01 - Trabalhadores inscritos via site e app, nascidos em junho, recebem o direito de saque das parcelas recebidas nos ciclos 5 e 6;
  • 15/01 - Trabalhadores inscritos via site e app, nascidos em julho, recebem o direito de saque das parcelas recebidas nos ciclos 5 e 6;
  • 18/01 - Trabalhadores inscritos via site e app, nascidos em agosto, recebem o direito de saque das parcelas recebidas nos ciclos 5 e 6;
  • 20/01 - Trabalhadores inscritos via site e app, nascidos em setembro, recebem o direito de saque das parcelas recebidas nos ciclos 5 e 6;
  • 22/01 - Trabalhadores inscritos via site e app, nascidos em outubro, recebem o direito de saque das parcelas recebidas nos ciclos 5 e 6;
  • 25/01 - Trabalhadores inscritos via site e app, nascidos em novembro, recebem o direito de saque das parcelas recebidas nos ciclos 5 e 6;
  • 27/01 - Trabalhadores inscritos via site e app, nascidos em dezembro, recebem o direito de saque das parcelas recebidas nos ciclos 5 e 6.

Beneficiários do Bolsa Família

Os pagamentos para inscritos no auxílio emergencial que recebem o Bolsa Família seguiram o calendário próprio do benefício. O crédito foi realizado de acordo com o Número de Identificação Social (NIS), diretamente nas agências da Caixa.

Tal grupo terminou de receber a última parcela da prorrogação em 23 de dezembro. Em 2021, os beneficiários voltam a receber a quantia normal referente ao Bolsa Família, de acordo com o calendário já pré-determinado pelo programa, que ainda não foi divulgado. 

Cronogramas

Quem não é do Bolsa Família tem um calendário específico, chamado de ciclos. O cronograma é dividido em duas etapas. Na primeira, o dinheiro é depositado na poupança digital e fica disponível apenas para pagamentos e transações pelo aplicativo Caixa Tem. Na segunda etapa, o auxílio é liberado para saques e transferências.

Todos os ciclos já foram encerrados na primeira etapa, restando apenas os saques dos ciclos 5 e 6. 

Calendário do Ciclo 5

A primeira etapa do Ciclo 5 foi de 22 de novembro a 12 de dezembro, quando os beneficiários inscritos pelo app ou site receberam o crédito em conta. Já a segunda etapa do mesmo ciclo é entre os dias 19 de dezembro e 27 de janeiro de 2021, quando há a liberação para saques e transferências.

Nascidos em janeiro: depósito em 22/11 e saque em 19/12
Nascidos em fevereiro: depósito em 23/11 e saque em 19/12
Nascidos em março: depósito em 25/11 e saque em 4/01
Nascidos em abril: depósito em 27/11 e saque em 6/01
Nascidos em maio: depósito em 29/11 e saque em 11/01
Nascidos em junho: depósito em 30/11 e saque em 13/01
Nascidos em julho: depósito em 02/12 e saque em 15/01
Nascidos em agosto: depósito em 04/12 e saque em 18/01
Nascidos em setembro: depósito em 06/12 e saque em 20/01
Nascidos em outubro: depósito em 09/12 e saque em 22/01
Nascidos em novembro: depósito em 11/12 e saque em 25/01
Nascidos em dezembro: depósito em 12/12 e saque em 27/01

Calendário do Ciclo 6

A primeira etapa do Ciclo 6 foi de 13 de dezembro até 29 de dezembro, quando os beneficiários inscritos pelo app ou site receberam o crédito em conta. Já a segunda etapa do mesmo ciclo é entre os dias 19 de dezembro e 27 de janeiro de 2021, quando há a liberação para saques e transferências.

Nascidos em janeiro: depósito em 13/12 e saque em 19/12
Nascidos em fevereiro: depósito em 13/12 e saque em 19/12
Nascidos em março: depósito em 14/12 e saque em 4/01

Nascidos em abril: depósito em 16/12 e saque em 6/01
Nascidos em maio: depósito em 17/12 e saque em 11/01
Nascidos em junho: depósito em 18/12 e saque em 13/01
Nascidos em julho: depósito em 20/12 e saque em 15/01
Nascidos em agosto: depósito em 20/12 e saque em 18/01
Nascidos em setembro: depósito em 21/12 e saque em 20/01
Nascidos em outubro: depósito em 23/12 e saque em 22/01
Nascidos em novembro: depósito em 28/12 e saque em 25/01
Nascidos em dezembro: depósito em 29/12 e saque em 27/01

Com o fim do auxílio emergencial, o que vem adiante?

A Caixa encerrou o calendário de depósitos do auxílio emergencial no dia 29 de dezembro de 2020, restando apenas alguns saques das quantias já depositadas nas contas digitais. Lançado em abril deste ano como forma de minimizar os impactos econômicos causados pela pandemia do novo coronavírus, o programa socorreu cerca de 68 milhões de brasileiros, mas, agora, com o fim deste ciclo de pagamentos, não há qualquer indicação de prorrogação ou de criação de algum outro benefício capaz de substituir o auxílio em 2021.

O Ministério da Cidadania, em comunicado, disse que em 2021 só serão efetuados pagamentos resultantes de contestações administrativas e extrajudiciais e de decisões judiciais.

Enquanto isso, alguns deputados e senadores defendem a prorrogação do benefício por mais dois ou três meses, através da ampliação do estado de calamidade pública. Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, nega a hipótese. De acordo com ele, não há possibilidade de estender o benefício "do ponto de vista do governo".

Para tapar o buraco criado com o fim do auxílio, a criação de um novo programa social vem sendo estudada por integrantes do governo. Entretanto, o inicialmente chamado de "Renda Brasil", e posteriormente "Renda Cidadã" ainda é apenas uma possibilidade cheia de obstáculos, já que ainda não foi encontrada uma fonte de receita capaz de financiar o novo programa sem furar o teto de gastos. Segundo Paulo Guedes, a "solução" encontrada pelo governo, por enquanto, é continuar com o Bolsa Família.

Em entrevista concedida ao jornal "Valor Econômico", no entanto, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse que o governo deverá avaliar a implementação de um novo programa social ou uma retomada do auxílio emergencial após o recesso parlamentar, que termina em fevereiro de 2021.

Para o senador Esperidião Amin (Progressistas-SC), o governo federal precisa sinalizar o quanto antes uma resposta para a população, seja apoiando o projeto legislativo para sua aprovação no Congresso, ou editando uma Medida Provisória (MP) com a prorrogação do benefício. A MP pode ser editada por Bolsonaro por iniciativa própria, entrando em vigor rapidamente, bastando ser publicada no Diário Oficial da União (DOU). Essa edição teria validade de 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60. Assim que publicada, o Congresso votaria pela continuidade ou não da MP.

“O governo vai ter que dar uma solução, seja qual for o nome do projeto, se auxílio emergencial renda básica, ou algum outro. Acredito tanto quanto o ministro [da Economia] Paulo Guedes que teremos um crescimento em ‘V’, que será muito boa, mas não é instantânea. Por isso, tudo o que investimos até aqui na paz social, na garantia do poder de compra da população mais carente, especialmente depois que descobrimos o número de ‘invisíveis’ [profissionais autônomos], é imperioso que se prolongue o decreto presidencial e o período de calamidade”, disse Amin, também em entrevista ao "Valor Econômico". 

Ainda segundo ele, dificilmente algum parlamentar ou até mesmo o próprio governo, vão discordar da prorrogação do auxílio, tendo em vista o cenário observado em outros países, onde seus trabalhadores estão sendo protegidos enquanto a vacinação contra covid-19 caminha em estágio inicial.

“Esses fatos do mundo vão orientar o governo, cuidando também para que não sejam prejudiciais ao mercado, claro. Precisamos entender que a vacinação não começou e a pandemia não terminou, por isso é importante que o Estado de Calamidade siga por mais três meses”, completou. 

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