Comércio exterior

Pernambuco registra crescimento de 7,2% nas exportações, mas vendas de veículos da Jeep despencam

Exportações apresentaram crescimento mesmo com a queda nas vendas de veículos no mercado internacional

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 25/01/2021 às 20:15
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Foto: Heudes Regis/Acervo JC Imagem
Exportações de óleo combustível da Refinaria Abreu e Lima turbinaram as exportações - FOTO: Foto: Heudes Regis/Acervo JC Imagem
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O ano de 2020 foi atípico também no mercado internacional. As restrições impostas pela pandemia da covid-19 dificultaram as importações e, por outro lado, a valorização do dólar estimulou as vendas externas. Pernambuco, que é tradicionalmente um Estado importador por conta de sua posição logística, viu os desembarques caírem em 32,3% no ano passado. No sentido contrário, as exportações cresceram 7,2%, puxadas pelas vendas de óleo combustível, açúcar e frutas. Já as vendas de veículos despencaram lá fora. 

O comércio internacional foi bom para o açúcar, que teve uma boa safra 2020-2021, encontrou preços atrativos no exterior e se beneficiou da alta do dólar. Diante desse cenário, as exportações aumentaram 76,2%, alcançando US$ 158 milhões. A Refinaria Abreu e Lima (Rnest) continuou a exportar óleo combustível e ficou em primeiro lugar no ranking das empresas exportadoras e contribuiu para o resultado das vendas externar fechar positivo. No ano que passou, o produto representou quase um terço da pauta exportadora (28%), com avanço de 46,4%, totalizando US$ 445 milhões.

Os produtores de frutas comemoraram uma alta de 13,7% nas exportações, mas o resultado poderia ter sido melhor não fosse a crise de matérias-primas trazidas pelo coronavírus. Muitos empresários ficaram sem caixas de papelão para embarcar e perderam oportunidades de vendas das frutas. As exportações de frutas renderam US$ 185 milhões. 

"Embora as exportações tenham crescido, elas ainda não superam o saldo do volume das importações e essa realidade mantém o nosso Estado no quadro deficitário”, diz o gerente de Relações Industriais da Fiepe, Maurício Laranjeira, reforçando o comportamento histórico de que Pernambuco importa mais do que exporta.

Na avaliação do executivo, a queda das importações aconteceram por causa da paralisação vivida pelo País durante o isolamento social exigido pela pandemia. “Naquele momento, havia uma dificuldade para que a importação acontecesse em sua plenitude por conta das restrições impostas pela própria pandemia”, justifica. Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho e Recife foram os municípios que importaram ano passado, em função do Complexo Portuário de Suape e das tradings, instaladas nessas cidades.

VEÍCULOS

O Polo Automotivo de Pernambuco, ancorado pela montadora da Jeep, foi bastante impactado pela pandemia, com uma queda vertiginosa na exportação de veículos. As vendas caíram quase pela metade (44%), significando uma perda de US$ 107 milhões. O faturamento das vendas externas fechou em US$ 139 milhões. 

Pernambuco continuou se relacionando com seus principais parceiros bilaterais, mas houve queda tanto nas exportações (18,9%) quanto nas importações (45%) com os Estados Unidos. O Estado também importou menos da China (2,7%). Com a Argentina, principal parceiro local, as exportações ainda cresceram 5,1%. Agora é aguardar o que 2021 reserva ao comércio internacional. 

 

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