REDUÇÃO DE GASTOS

Após polêmica com reforma administrativa, João Campos anuncia ajuste fiscal com economia de R$ 100 milhões para o Recife

Segundo prefeitura, o objetivo da economia é promover equilíbrio fiscal, com controle e corte de gastos internos e, assim, "gerar condições favoráveis para novos investimentos na cidade"

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 11/02/2021 às 9:39
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TIÃO SIQUEIRA/JC IMAGEM
O ajuste fiscal foi uma das propostas de campanha de Campos, eleito em novembro de 2020 - FOTO: TIÃO SIQUEIRA/JC IMAGEM
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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), deve anunciar na tarde desta quinta-feira (11) um plano de ajuste fiscal, que prevê uma economia de R$ 100 milhões para os cofres da capital pernambucana. Segundo a administração municipal, a meta deve ser atingida a partir da redução eficiente de despesas. A prefeitura afirma ainda o objetivo da economia é promover equilíbrio fiscal, com controle e corte de gastos internos e, assim, "gerar condições favoráveis para novos investimentos na cidade".

O ajuste fiscal foi uma das propostas de campanha de Campos, eleito em novembro de 2020. A promessa foi renovada na primeira reunião do secretariado da gestão do socialista, em 3 de janeiro de 2021. No encontro, o prefeito havia prometido apresentar, ao longo de janeiro, um plano de austeridade, de redução de despesas e de cortes na máquina pública. No entanto, o anúncio só deve ser realizado nesta quinta.

A polêmica da reforma administrativa

A promessa de janeiro, veio após o ainda prefeito eleito ver sua reforma administrativa envolta numa polêmica. Aprovado no final de dezembro de 2020 pela Câmara dos Vereadores, o projeto, entre outros pontos, diminuiu o número de secretárias, totalizando em 18 pastas, uma a menos que a gestão de Geraldo Julio (PSB), e previu uma irrisória economia com a extinção de comissionados e funções gratificadas

A polêmica se instaurou porque, durante a campanha, João Campos prometeu um "choque de gestão", com redução de cargos e maior eficiência da máquina pública. No entanto, a mudança trazida pela reforma administrativa gerou uma economia de apenas R$ 78,71, como revelado em primeira mão pelo JC. Isso porque extingue 561 cargos equivalentes a R$ 3.553.078,71, mas transforma outros 350, equivalentes a R$ 3.553.000.

"Milhões e milhões de reais"

Diante da situação, no dia 1º de janeiro de 2021, em entrevista aos veículos do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), o prefeito afirmou que a reforma não tinha como foco a economia, mas "tornar a gestão mais eficiente". Ele disse ainda que anunciaria um pacote de redução de despesas e gastos, que economizara "milhões e milhões de reais", atingindo todas as secretárias de seu governo.

"A reforma administrativa não tem como foco a economia. A gente tem uma reestruturação da máquina, do funcionamento das secretarias, fusão de algumas pastas, extinção de outras. Há, inclusive, empresas do setor privado que fazem sucessivos cortes de pessoal e isso não representa uma melhor eficiência na gestão dessas empresas. Faremos agora em janeiro um anúncio robusto de medidas de austeridade, de cortes, de redução de despesas, que vai economizar milhões de reais", afirmou o prefeito.

"[Com a reforma,] nosso objetivo foi tornar a gestão mais eficiente. E neste mês iremos anunciar um pacote, sim, de cortes, de redução de despesas e gastos, que não vai ser de R$ 78. Vão ser milhões e milhões de reais. Então, vai ser um pacote robusto, transversal, que pegaria todas as secretarias, e vai olhar para uma gestão mais eficiente", completou. 

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