PANDEMIA

Hotéis, bares e restaurantes pedem suspensão da cobrança da conta de água por 90 dias. Compesa adiou decisão.

O assunto deveria ter sido discutido na reunião do conselho de administração no último dia 22, mas reunião foi remarcada. Deputada estadual Priscila Krause (DEM) denuncia que o tema não está na pauta da próxima reunião.

Edilson Vieira
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Edilson Vieira
Publicado em 23/03/2021 às 20:18
JARBAS ARAÚJO/ALEPE
Deputada Priscila Krause - FOTO: JARBAS ARAÚJO/ALEPE
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Como forma de atenuar os prejuízos por conta da quarentena, os setores hoteleiro e de bares e restaurantes de Pernambuco estão pedindo a Compesa o adiamento por 90 dias do pagamento das contas de água de seus estabelecimentos, além da suspensão no corte de fornecimento de água pelo mesmo período. O pleito deveria ter sido analisado pelo conselho de administração da companhia no último dia 22, mas a reunião foi adiada sem incluir na nova pauta, a reivindicação dos empresários.

A denúncia é da deputada estadual Priscila Krause (DEM) que, através de ofício enviado nesta terça-feira (23) à Compesa, pede que a empresa estatal reinclua o pedido de suspensão do pagamento das faturas para hotéis, pousadas, bares e restaurantes na pauta da assembleia geral extraordinária marcada para a próxima sexta-feira (26). O presidente da seção local da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (Abih-PE), Eduardo Cavalcanti, confirma que o setor fez o pedido a Compesa. “Estamos buscando tudo o que possa aliviar a situação do empresário neste momento. Um hotel não tem cota mínima na conta de água. Em um hotel de 100 apartamentos, a conta mensal é por volta de R$ 35 mil e mais o que se gasta com caminhões-pipa. Mesmo sem hóspedes há consumo de água com a manutenção dos banheiros”, explica o presidente da Abih-PE.

CANCELAMENTO

Para a deputada Priscila Krause, o fato de a Compesa ter incluído o assunto na pauta e depois retirado indica que a própria administração da companhia cogitou aceitar a medida e depois recuou. “Essa seria uma reivindicação justa e necessária partindo das empresas, da sociedade, mas o que vimos foi que também partiu da própria Compesa, que depois fez o mau serviço de cancelar o edital da reunião e convocar outra, para quatro dias depois, sem incluir a medida econômica em benefício de hotéis, pousadas, bares e restaurantes”, complementou a deputada.

Priscila Krause argumenta que a Compesa é uma empresa saudável financeiramente e que tem trabalhado anualmente com resultados positivos. A deputada alega que em 2020, o resultado até o terceiro trimestre indicou lucro líquido de R$ 39,5 milhões, inclusive transferindo ao tesouro estadual dividendos em forma de juros sob capital próprio. Em 2020, a respeito do exercício de 2019, foram R$ 41,4 milhões pagos, segundo a deputada. “Eu não tenho dúvida nenhuma que a Compesa aguentaria sim [socorrer o segmento de bares, restaurantes pousadas e hotéis], até porque não é perdão de dívida, é você postergar, pagar depois”, afirmou a deputada.

Em uma breve nota, a Compesa informou que recebeu nesta terça-feira (23), o ofício da deputada Priscila Krause “e, assim como acontece com todas as demandas enviadas por parlamentares, o conteúdo do questionamento será devidamente avaliado. A Companhia adianta, também, que responderá o documento formalmente dentro dos prazos legais”, diz a nota. A Compesa não informou se o pleito do setor hoteleiro e de gastronomia será avaliado pelo conselho de administração na reunião do dia 26.

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