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Leilão de petróleo: bloco com risco a Noronha não recebe propostas

Apenas cinco do total de 92 blocos de gás e petróleo foram arrematados na licitação

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 07/10/2021 às 11:31
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HESÍODO GÓES/SETUR-PE
Fernando de Noronha - FOTO: HESÍODO GÓES/SETUR-PE
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 A 17ª rodada do leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizada nesta quinta-feira (7), teve cinco do total de 92 blocos de gás e petróleo arrematados. Envolvida numa polêmica ambiental, a licitação não contou com propostas da estatal Petrobras, e viu ficar sem interessados a bacia Potiguar, que trazia sérios riscos ambientais à cadeia marítima do Arquipélago de Fernando de Noronha, segundo especialistas. 

O leilão teve uma arrecadação de R$ 37 milhões em bônus de assinatura, com investimentos previstos de R$ 136 milhões. Os bônus variavam de R$ 630 mil, na Bacia de Pelotas, a R$ 122,25 milhões, na Bacia de Santos, em valores iniciais definidos em edital. 

A empresa Shell arrematou sozinha quatro dos cinco blocos leiloados e formou consórcio com a companhia Ecopetrol, arrematando também o quinto.

Foram desembolsados pela Shell bônus de assinatura de R$ 9,1 milhões pelo bloco S-M-1707, do setor SS-AP4 (mais caro dos arrematados). Foi oferecido ainda R$ 6,880 milhões pelo bloco S-M-1715, do setor SS-AUP4. Os blocos S-M-1717 e S-M-1719 receberam R$ 7,3 milhões cada. O último bloco, arrematado em consórcio (S-M-1709) teve oferta de R$ 6,560 milhões.

Noronha escapou?

De acordo com a própria ANP, os blocos que não receberam oferta neste leilão passam a integrar a oferta permanente, ou seja, seguem disponíveis de forma contínua. 

Na manhã de hoje, ambientalistas e outros movimentos estiveram reunidos na frente do hotel no Rio de Janeiro onde foi realizada a parte presencial do leilão, que teve formato híbrido. 

Ontem, após a impetração de ação civil pública, a Justiça Federal de Pernambuco tinha deliberado pela realização do leilão, mesmo com os riscos apontados por pesquisados ao ecossistema marinho de Fernando de Noronha. No mesmo dia, a Procuradoria-Geral do Estado havia entrado com havia solicitado a suspensão do leilão no Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

 

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