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Com passagens aéreas e apps como Uber e 99 mais caros, prévia da inflação segue alta no Recife

Variação na Região Metropolitana do Recife ainda ficou abaixo da média nacional, que também segue em alta

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 26/10/2021 às 11:49
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LARISSA ALVES/SJCC
Estudo do Ipea revela que os aplicativos já são vistos como emprego real pelos trabalhadores. São 1,4 milhão no País - FOTO: LARISSA ALVES/SJCC
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A prévia da inflação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segue em alta no Recife. Embora esteja entre as menores variações no País para o mês de outubro, o índice avançou 1,04% em outubro, chegando a um acúmulo de 8,86% no ano - a quarta maior variação nacional. No Brasil, a alta foi superior à da Região Metropolitana do Recife, ficando em 1,2% no mês.

Na prévia do IPCA de outubro pesaram mais os grupos de vestuário, transportes e habitação. Pela primeira vez no ano, o maior aumento ocorreu no setor de vestuário (2,22%), pressionado pelos aumentos de 3,94% na camisa/camiseta masculina, de 3,91% na bermuda/short feminino e de 3,44% na lingerie. 

Nos transportes (1,97%), quem puxa para cima o indicador são as passagens aéreas, com a maior variação do País (47,52%), além do reajuste no transporte por aplicativos (20,5%). 

Na habitação a alta foi de 1,3%, com o impacto da vigência da bandeira tarifária de escassez hídrica, com acréscimo de R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kW/h consumidos. A alta de 4,56% no gás de botijão também afetou o segmento. 

Os alimentos, por sua vez,  tiveram uma alta de 0,98%, porém já apresentam algumas das maiores reduções para o período em itens como cebola (-12,75%), da melancia (-9,35%) e da batata-doce (-6,30%). 

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia é a mesma do IPCA, diferindo apenas no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Veja o que mais subiu no Recife:

 

Passagem aérea 47,52%

Transporte por aplicativo 20,50%

Frango em pedaços 9,91%

Transporte público 9,08%

Plano de telefonia fixa 7,87%

Farinha de arroz 7,12%

Açúcar cristal 7,06%

Maiores deflações no Recife

Cebola -12,75%

Melancia -9,35%

Batata-doce -6,30%

Bicicleta -4,94%

Alface -4,43%

Produto para pele -3,96%

Arroz -3,65%

 

 

 

 

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