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Suape assina ordem de serviço para viabilizar ramal de ferrovia com ligação ao Piauí

Um trecho de 9,7 quilômetros entre o entroncamento da BR-101 com a PE-09 e a Ilha de Tatuoca será analisado

Bruno Vinicius
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Bruno Vinicius
Publicado em 13/05/2022 às 10:43 | Atualizado em 13/05/2022 às 11:04
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Suape fará estudo de trecho para viabilizar ramal da Transertaneja, em conexão com Curral Novo, no Piauí - FOTO: Suape/Divulgação
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Suape assinou ordem de serviço para a realização de estudos de adequação e atualização do projeto executivo do acesso ferroviário do atracadouro pernambucano à futura Transertaneja. Um trecho de 9,7 quilômetros entre o entroncamento da BR-101 e a Rota do Atlântico (PE-09) e a porção leste da Ilha de Tatuoca, dentro do Complexo Portuário, será analisado dentro de um prazo de 300 dias. O investimento nesta etapa de projeto será de R$ 5,27 milhões.

O projeto prevê a construção de um ramal para a instalação de um terminal de minério na Ilha de Cocaia, em Ipojuca. Lá, será escoada a produção de jazidas localizadas em Curral Novo, no Piauí, a 703 quilômetros do porto. O empreendimento está previsto no Plano Diretor 2011 da estatal.

Para a etapa, o consórcio formado pelas empresas TPF Engenharia e B & C Engenheiros Consultores Ltda foi o vencedor da licitação. Uma ordem de serviço para o início dos trabalhos será assinada pelo diretor de engenharia de Suape, Cláudio Valença, e os representantes do consórcio nos próximos dias. A partir disso, há um prazo de execução de 300 dias.

A contratação do projeto, segundo Cláudio Valença, foi necessária para atualizar o antigo projeto, datado de 2014. "Nesse período, já foram identificadas erosões de solo em alguns trechos importantes do ramal. Além disso, será preciso readequar o traçado por causa da implantação de novas empresas nas proximidades do antigo ramal", disse.

Ele também explicou que é importante o estudo do solo após a ponte do Rio Massangana, logo depois de 660 metros, para confirmar a solução anterior apontada. "O objetivo é buscar a melhor intervenção de engenharia alinhada com maior economicidade na execução dessa serviço”, bem como integrar os níveis das cotas da ferrovia com o terminal de minério", acrescenta.

"É um passo muito importante de preparação da infraestrutura do porto para a chegada deste grande projeto ferroviário, que terá impactos positivos não só para Suape, mas para toda a cadeia produtiva de Pernambuco e dos Estados vizinhos. Há uma infinidade de novas possibilidades de negócios para diversas cargas, como grãos e veículos, por exemplo ”, enfatiza o diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão. 

ESTUDOS

Com as normas definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o plano básico do empreendimento dará os elementos necessários para a realização da obra. "Entre os serviços a serem executados no prazo contratual estão estudos geotécnicos, topográficos e ambientais, entrega de relatórios, desenvolvimento do projeto, plano de ação e planilha orçamentária", aponta Alexandra West, coordenadora de Projetos de Infraestrutura de Suape.

FERROVIA

O trecho construído no Complexo de Suape faz parte da Ferrovia Transertaneja. O projeto é uma versão à Transnordestina. A ferrovia teve início em 2006, mas permanece inacabada por causa de sucessivos atrasos na obra. Hoje, está a cargo da TLSA, empresa responsável pela concessão do serviço.

A autorização para construção do novo ramal foi assinada pelo então ministro da Infraestrutura (Minfra), Tarcísio de Freitas, em 10 de dezembro de 2021. A obra será tocada pela iniciativa privada e tem custo estimado de R$ 5,7 bilhões. A retirada da ilha dos limites do porto organizado de Suape, para instalação do terminal, foi publicada no Diário Oficial da União em 28 de abril deste ano.

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