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Fifa suspende presidente da federação de futebol do Haiti acusado de abuso sexual

A federação de futebol do Haiti disse que a reportagem do The Guardian foi "imprecisa, imperfeita e tendenciosa"

Agência Estado
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Publicado em 26/05/2020 às 10:56
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Fifa combate o abuso sexual - FOTO: DIVULGAÇÃO
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A Fifa anunciou nesta terça-feira, depois de uma decisão tomada pelo seu Comissão de Ética Independente, uma suspensão de 90 dias para Yves Jean-Bart, presidente da Federação Haitiana de Futebol (FHF, na sigla em francês), pela acusação de abusar sexualmente de jogadoras adolescentes no centro de treinamento da entidade.

Após tomar conhecimento da punição, Yves Jean-Bart negou categoricamente qualquer alegação de agressão sexual que ele teria cometido contra jovens atletas nos últimos cinco anos nas instalações que a entidade possui nos arredores de Porto Príncipe, a capital do Haiti.

Código de ética da Fifa

"De acordo com os artigos 84 e 85 do Código de Ética da Fifa, a câmara de investigação do Comitê de Ética Independente suspendeu provisoriamente o Sr. Yves Jean-Bart, presidente da Federação Haitiana de Futebol (FHF), de todas as atividades relacionadas ao futebol, nacional e internacionalmente, por um período de 90 dias", anunciou a Fifa em um comunicado oficial divulgado nesta terça-feira.

"Esta sanção foi imposta no âmbito das investigações em andamento contra Jean-Bart", acrescentou a Fifa, especificando que a sanção entra em vigor imediatamente. As alegações vêm de um relatório do jornal inglês The Guardian, no qual as supostas vítimas e suas famílias disseram que Yves Jean-Bart, de 73 anos, as estuprou ou agrediu sexualmente nos últimos cinco anos.

O dirigente comanda a federação de futebol do país ao longo de duas décadas e a sua reeleição em fevereiro deste ano para o sexto mandato foi uma mera formalidade, já que concorreu sem adversários. "Achamos que a decisão da Fifa é boa, pois percebemos que Yves Jean-Bart e seu cartel podem ofuscar qualquer investigação judicial", disse Marie-Rosy Auguste Ducena, da Rede Nacional de Direitos Humanos, uma entidade que denuncia o silêncio no meio esportivo.

Em comunicado divulgado na última sexta-feira, a Federação Haitiana de Futebol chamou a reportagem do The Guardian de imprecisa, imperfeita e tendenciosa.

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