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Fadinha Rayssa Leal faz história e conquista medalha de prata no Skate Street nas Olimpíadas de Tóquio

A fadinha já havia marcado seu nome na história ao ser a atleta mais jovem à representar o Brasil em uma olimpíada.

Haim Ferreira
Haim Ferreira
Publicado em 26/07/2021 às 1:31
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Xodó da torcida brasileira, a atleta de apenas 13 anos fez história. - FOTO: REUTERS
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Um conto de fadas. O dia 26 de julho certamente ficará marcado no imaginário de todo amante do esporte brasileiro. Após conquistar o coração do país pelo seu carisma, a skatista Rayssa Leal conquistou o mundo ao ganhar a medalha de prata no Skate Street nas Olimpíadas de Tóquio. O ouro ficou com a japonesa Momiji Nishiya.

Esbanjando simpatia, Rayssa Leal, a fadinha, é a única representante do Brasil na final do street feminino na olimpíada

"Eu estou muito feliz, porque pude representar todas as meninas, a Pamela e a Leticia que não se classificaram, todas as meninas do skate e do Brasil. Poder realizar meu sonho de estar aqui e ganhar uma medalha é muito gratificante. Meu sonho e sonho dos meus pais", disse a Fadinha em entrevista ao Sportv.

Com apenas 13 anos, a maranhense que virou xodó do comitê verde e amarelo. Esbanjando simpatia, a Fadinha mostrou total descontração durante toda a disputa. Com direito à dancinha de Tik Tok antes de descer para a pista, ela arrancou sorrisos de todos na arena montada em Tóquio.

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Rayssa foi a atleta mais jovem à representar o Brasil em uma Olimpíada. Nas eliminatórias, a maranhense de Imperatriz ficou na terceira colocação geral. Nas duas rodadas de manobras livres, a Fadinha teve notas de 3,29 e 2,01. Já na etapa de manobras únicas, Rayssa teve: 2,82; 0,0; 3,37; 3,37 e 5,5.

Na grande final, ela teve as seguintes notas: 2,94; 3,13; 0,0; 4,21 e 3,39. Vale lembrar que Pâmela Rosa e Leticia Bufoni não alcançaram o Top-8 nas eliminatórias e não foram à decisão.

 
 
 
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Dobradinha de prata

Kelvin Hoefler, do skate, ganhou a primeira medalha do Brasil nos Jogos de Tóquio e reforçou a expectativa que existe em torno dessa modalidade. Nas previsões mais otimistas, a delegação nacional poderá subir algumas vezes ao pódio e ter grande contribuição do skate no quadro de medalhas. Na madrugada do domingo, o skatista ficou com a medalha de prata na prova de street.

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Na final, ele obteve 36,15. Só ficou atrás do japonês Yuto Horigome, com 37,18. O americano Jagger Eaton, com 35,35, conquistou o bronze. Os outros brasileiros na disputa foram Felipe Gustavo e Giovanni Vianna, que não avançaram para a final.

Fenômeno do Skate

A pequena Rayssa, nascida em Imperatriz, no Maranhão, é um verdadeiro fenômeno do esporte. Desde 2018, com apenas 11 anos, já integra a seleção brasileira e é vista como uma das melhores do mundo na categoria street, dona de um talento raro.

A primeira vez que ela subiu em cima de um skate foi aos 6 anos, quando seus pais lhe deram o equipamento de presente. Um ano depois, já estava competindo. O mais impressionante é que ela aprendeu tudo por conta própria, sozinha. A garota assista a vídeos dos seus ídolos no celular e depois ficava repetindo insistentemente as manobras.

Aos 9 anos, Rayssa já não competia mais entre as crianças para disputar campeonatos na categoria geral. Passou, então, a levar uma vida de "adulta", treinando três horas todos os dias. Tanto esforço deu certo e agora a pequena Rayssa Leal é medalhista olímpica.

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