Tóquio 2020

Vitória Rosa e Ana Azevedo não avançam às semifinais dos 200m no atletismo na Olimpíada de Tóquio

As brasileiras ficaram longe da classificação na prova dos 200 metros

Davi Saboya
Davi Saboya
Publicado em 02/08/2021 às 0:56
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AFP
Vitória Rosa não escondeu a dificuldade na preparação para os Jogos de Tóquio - FOTO: AFP
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ESTADÃO CONTEÚDO

Não deu para o Brasil nas eliminatórias dos 200 metros feminino do atletismo em Tóquio. Ana Carolina Azevedo e Vitória Cristina Rosa, maior velocista do País, não conseguiram se garantir nas semifinais dos Jogos Olímpicos. Ambas correram acima dos 23 segundos e acabaram eliminadas.

Uma das grandes favoritas à medalha, a cubana Shericka Jackson, bronze nos 100m, também está fora. Ela diminuiu o ritmo antes da hora e acabou superada pela italiana Dália Kaddari na reta final e acabou eliminada por quatro milésimos de segundo ao fechar a bateria 5 no quarto lugar, com os mesmos 23s26 de Kaddari.

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Ana Carolina foi a primeira a ir à pista. A brasileira ficou em quinto na bateria 1, mesmo fazendo sua melhor marca na temporada, com 23s20. Apenas as três primeiras se garantiam nas semifinais. Marie-Josee Ta Lou, da Costa do Marfim, ficou em primeiro na eliminatória, com 22s30.

"Para ir para a semifinal eu tinha de correr abaixo de 23s. Estava consciente da série forte que caí, mas tentei dar o meu melhor", afirmou Carolina, em entrevista ao canal SporTV, revelando que a pista estava "excelente" apesar do forte calor dificultar o aquecimento.

Principal representante do País nas provas rápidas, Vitória Rosa estava na bateria 4. Segunda colocada no Pan de Lima-2019 e integrante fixa do revezamento, a velocista chegou confiante para a disputa. Mas acabou largando mal e não conseguiu se recuperar, fechando com 23s59, bem abaixo de sua melhor marca, os 22s62 conquistado em Lima. Ficou somente em sexto na bateria e não segurou a emoção.

"Estou muito feliz por estar aqui, foi um ano muito, muito, muito difícil. Além da pandemia, tive uma fratura por estresse, estou sem patrocinador, com salário reduzido e consegui me manter", desabafou, com olhos embargados. "Vim tentar por todas as pessoas que estão comigo. Independentemente das dificuldades, não seria justo deixar de tentar. Embora a gente queira sempre estar numa final, não deu", lamentou.

Apesar de não conseguir se superar com tantas dificuldades enfrentadas na preparação, a brasileira promete lutar por resultado melhor no revezamento. "Estamos trabalhando faz anos, conversamos bastante para não cometermos erros de pisar na linha e espero que o resultado venha."

Na final masculina do salto em distância, Cuba fazia dobradinha com ouro e prata até o grego Miltos Tedoglou confirmar o favoritismo na última tentativa. Dono de 8,60 metros no ano, vinha com somente o quinto lugar quando acertou 8,41 metros, igualando a marca de Juan Miguel Echevarría, mas levando vantagem na segunda nota, válida para o desempate (8,11 a 8,08). Maykel Massó completou o pódio, com 8,21 metros.

Os cubanos fizeram as boas marcas em seus primeiros saltos, até sentirem contusões musculares. Massó passou seus três saltos seguintes. Não conseguia mais competir e apenas torcia para a marca dar uma medalha. Echevarría não fez o quinto salto e foi para a última tentativa após o grego superá-lo. Mas a contusão o impediu de completar o salto ainda na corrida.

A noite de domingo no atletismo (manhã de segunda-feira no Japão), ainda teve disputa de medalha na final dos 100 metros com barreira. A porto-riquenha Jasmine Camacho-Quinn confirmou o favoritismo, mesmo com um susto nas últimas duas barreiras, ao cruzar em 12s36.

Camacho-Quinn assumiu a liderança da final na quarta barreira, mas tropeçou na penúltima e teve de diminuir o ritmo antes da última. Mesmo assim não viu a vitória ameaçada. A americana Kendra Harrison levou a prata, com 12s52, e o bronze ficou com a jamaicana Megan Tapper, com 12s55.

QUEDA E VITÓRIA

A holandesa Sifan Hassan deu uma grande lição de superação na classificatória dos 1.500 metros. Após sair um pouco para trás na bateria 2, ela tropeçou na queniana Edina Jebitok antes dos primeiros 500 metros e acabou caindo feio. Apesar da queda, a atleta se levantou e seguiu na disputa. E não apenas para competir.

Ultrapassando uma a uma das concorrentes, acabou cruzando a linha de chegada em primeiro. Com 4min05s17, cruzou na frente da australiana Jéssica Hull e da americana Elinor Purrier. As seis primeiras avançavam e ela foi bem além, cumprimentada por todas as concorrentes pela redenção na bateria.

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