RISCO

'O risco de perder a garagem de remo é grande', diz VP jurídico do Náutico

Em entrevista à Rádio Jornal, o vice-presidente jurídico do Náutico, Bruno Becker, comentou sobre o risco do clube perder o patrimônio

Lucas Holanda
Lucas Holanda
Publicado em 12/07/2020 às 18:27
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Google Street View / Reprodução
Garagem de remo é um dos patrimônios históricos do Náutico. - FOTO: Google Street View / Reprodução
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A garagem de remo é muito importante na história do Náutico. No entanto, por conta de débitos causados pelas gestões anteriores, o Timbu pode acabar perdendo esse patrimônio. Há algumas semanas atrás, o presidente do Timbu, Edno Melo, comentou sobre essa possibilidade. Discurso que foi reforçado pelo vice-presidente jurídico do clube, Bruno Becker, em entrevista ao repórter Antônio Gabriel, da Rádio Jornal. Com mais de 20 ações na garagem do remo, além da decisão da 5ª Vara do Trabalho do Recife que intimou o Náutico a leiloar o patrimônio para pagar um debito com o ex-técnico alvirrubro Givanildo Oliveira.

"O risco de perder a garagem de remo é grande. E eu digo isso porque só existem duas formas de evitar um leilão: uma é pagando e fazendo o acordo, mas aí esbarra na questão financeira; e o outro é encontrando um erro processual, anulando aquele leilão, ou em caso dele não ter sido realizado, se retira o bem do leilão, mas aí se corrige o erro processual e depois vai para o leilão seguinte. Erros processuais não são eternos. Vai chegar um momento em que não vão existir mais erros processuais em nenhuma ação de execução, e os bens, a sede e principalmente a garagem de remo, vão à leilão", disse o vice-presidente jurídico do clube.

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Recentemente, o jurídico do clube conseguiu suspender o leilão que penhorava a sede do Náutico na rosa e silva, por conta de débitos causados em gestões anteriores. Se as ações forem para leilão, o Timbu ainda esbarra nas questões financeiras para tentar fazer um acordo, sem contar que é necessário à aprovação do credor nessa negociação. "Indo para leilão, esbarramos na questão financeira porque não tem a mínima capacidade financeira de fazer qualquer acordo porque daria um valor mensal alto para as condições atuais do clube. Sem contar que precisamos que o credor aceite essas condições", explicou Bruno Becker, que completa reafirmando o grande risco do Náutico perder esse patrimônio histórico.

"Diante dessas duas situações, vai chegar uma hora que a gente não vai mais evitar essa realização do leilão. E aí quando isso acontecer, o clube vai ficar à mercê de aparecer alguém interessado e arrematar. Arrematando, aquele credor vai receber o fruto da arrematação. Também vai se pagar o valor de uma ação, mas talvez, porque o caso de Jean Rolth a arrematação do bem não paga nem a integridade do valor. E aí o número cai de 398 ações para 397. Então o risco é muito grande de se perder, principalmente a garagem do remo. Na sede, esse risco é menor, por inúmeras variáveis menor. Mas a garagem do remo, se a gente continuar na Série B no ano que vem, eu diria que é quase inevitável o leilão da garagem do remo", finalizou.

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