Difícil de ficar

Cria do Náutico, meia Marcos Vinícius treina no CT, mas não deve ser contratado

Atleta, revelado pelo Timbu em 2012 e vendido para o Cruzeiro em 2014, está sem clube desde que terminou o contrato com o Botafogo

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Publicado em 23/09/2020 às 21:50
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ACERVO JC IMAGEM
CRIA ALVIRRUBRA Meio-campista foi revelado pelo Náutico em 2012 - FOTO: ACERVO JC IMAGEM
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O meia-atacante Marcos Vinícius, cria da base do Náutico, tem treinado no CT alvirrubro há quase duas semanas para manter a forma física enquanto busca por um clube. O atleta de 25 anos foi revelado pelo Timbu em 2012 e foi vendido para o Cruzeiro, com venda total de R$ 1,9 milhão, somando o montante de todo o percentual que os pernambucanos tinham dele em 2014 e 2015. A última camisa defendida pelo armador foi a do Botafogo-SP, por empréstimo do homônimo carioca. Porém, lá no interior paulista disputou apenas um jogo e foi devolvido à Estrela Solitária, onde teve o contrato encerrado em julho.

Livre no mercado, a possibilidade de acabar ficando no Náutico acaba, invariavelmente, surgindo. Contudo, a direção alvirrubra não põe muita esperança nisso, muito por causa do patamar salarial do jogador. De acordo com apuração do repórter Antônio Gabriel, da Rádio Jornal, o atleta recebe acima de R$ 100 mil por mês desde que defendia o Cruzeiro. Apesar de o staff do meio-campista estar aberto a uma negociação para que ele fique, o vice-presidente de futebol, Diógenes Braga, põe os “pés no chão” sobre a condição financeira do Timbu para tal acerto.

“Eu particularmente não acredito. Marcos Vinícius é um atleta de nível muito alto, chegou num nível muito alto no Cruzeiro, Botafogo. No Cruzeiro, por exemplo, ele chegou a botar Arrascaeta no banco. Ele pediu para vir manter a forma e recondicionar aqui e votar ao mercado, e claro que um atleta da base que rendeu frutos ao clube que foi vendido por um montante significativo, não tinha sentido o clube negar isso ao atleta. Mas acho muito difícil”, comentou o dirigente.

“Quem não gostaria de contar com Marcos Vinícius, pela qualidade que o atleta tem? Mas o vejo num patamar fora da nossa realidade. O mercado que ele fomenta é o de Série A, onde ele tem mercado aberto e vamos recondicioná-lo aqui para que ele volte ao mercado. Mas quem sabe amanhã, com a gente estando na Série A, não possamos contar com ele?”, completou.

Para a posição, o Timbu tem Jean Carlos e Jorge Henrique, principais nomes da equipe no ano e na volta do futebol após a paralisação, além de Ruy, recém-contratado, que estava no Coritiba. Este último, apesar de ter um patamar salarial alto no ex-clube, aceitou vir dentro das condições que o Náutico poderia pagar. Com isso, apesar de ter uma chance de que Marcos Vinícius permaneça, já que suas características de jogo são diferentes dos demais, o peso nas finanças será preponderante para a resolução desse caso.

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