NOVO COMANDANTE

Dos problemas defensivos até a sina de gols no fim: o que o novo técnico precisará ajustar no Náutico

Hélio dos Anjos, que deve ser anunciado como novo técnico do Náutico a qualquer momento, precisará ajustar graves problemas do Timbu

Lucas Holanda
Lucas Holanda
Publicado em 18/11/2020 às 12:14
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BRENDA ALCÂNTARA/JC IMAGEM
Timbu vive grave crise e está na zona de rebaixamento da Série B. - FOTO: BRENDA ALCÂNTARA/JC IMAGEM
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Após a saída - ainda não oficializada - do técnico Gilson Kleina, que deixou o Náutico após a derrota por 2x1 para o Sampaio Corrêa, o nome que deve ser confirmado nas próximas horas para assumir o Timbu é o de Hélio dos Anjos, treinador que chega para a sua terceira passagem no Alvirrubro. Na última vez em que esteve no comando do time, conseguiu acesso para a Série A em 2006. Agora, restando 17 rodadas para o fim da Série B 2020, a missão que o provável técnico alvirrubro tem é de salvar o Náutico da Série C. Até a publicação desta matéria, o Timbu é o 17º na tabela com apenas 20 pontos ganhos, quatro a menos que o primeiro clube fora do Z4, que é o Vitória.

Com a confirmação prevista para acontecer nas próximas horas, Hélio dos Anjos chega diante de um cenário caótico nos Aflitos. Além de estar na zona de rebaixamento, o Timbu vem apresentando problemas graves tanto em resultados como em atuações - embora a apresentação contra o Sampaio Corrêa tenha sido boa, apesar da derrota. Portanto, o novo comandante alvirrubro precisará ajustar alguns problemas na equipe, onde muitos deles acompanham o clube desde o começo da temporada, caso das falhas defensivas.

LEVANTAR A MORAL DO ELENCO

Com um perfil enérgico à beira do campo, Hélio dos Anjos vai precisar usar desse recurso para levantar a moral do elenco alvirrubro, que teve lapsos de bom futebol durante a Série B. Com apenas uma vitória - diante do lanterna Oeste - nos últimos 12 jogos da competição, o emocional dos atletas não está no melhor dos dias com uma sequência tão ruim de resultados. Portanto, esse é um dos passos que o novo comandante vai ter que ajustar o quanto antes. A expectativa, inclusive, é de que Hélio já comande o Timbu diante do CRB, no próximo sábado, em Maceió.

RECUPERAÇÃO DE PEÇAS

O meia Jean Carlos foi protagonista do Náutico em 2019 e é o principal jogador do time me 2020. No entanto, não vive um bom momento e chegou até a figurar no banco de reservas com o técnico Gilson Kleina. Portanto, o novo técnico terá a missão de recuperar o camisa 10. Hélio dos Anjos, que deve ser confirmado como novo treinador ainda nesta quarta-feira, já trabalhou com Jean Carlos no Goiás, em 2017, quando o comandante salvou o clube goiano da Série C.

Além do camisa 10 e principal nome do elenco alvirrubro, outra peça que precisa voltar aos melhores dias é o atacante Erick. O jogador, que chegou como uma das principais contratações do clube na temporada, teve apenas lampejos e não consegue ser regular. Além do atacante, o goleiro Jefferson, os laterais Hereda e Willian Simões e o volante Jhonnatan, peças importantes para o Timbu em 2019, também não estão no melhor nível e precisam ser recuperados.

DAR UMA IDENTIDADE PARA O TIME

O trabalho de Gilson Kleina no Náutico se mostrou bastante promissor no início, mas o time despencou. A ideia do ex-comandante era de ter um time mais propositivo, que tomasse a iniciativa da partida. No entanto, o que parecia ser solução acabou não se confirmando. O técnico assumiu o Timbu na 13ª posição e sai com a equipe na 17ª - e com quatro pontos a menos que o primeiro time fora do Z4. Portanto, o novo comandante chega com uma missão de dar uma identidade - que se torne vitoriosa, claro - para esse Náutico.

Seja atuando de forma mais propositiva ou reativa, o Náutico precisa dessa identidade para reagir na Série B e conseguir escapar da Série C. Ou seja, achar esse equilíbrio entre defesa e ataque. O sistema defensivo, aliás, vem sendo um calo no Timbu desde o início da temporada. Falhava com Gilmar Dal Pozzo e seguiu falhando com Gilson Kleina. Sob o provável comando de Hélio dos Anjos, a expectativa que a torcida e quem gere o Náutico têm é de que finalmente o time ache essa identidade na equipe e tenha esse equilíbrio entre defesa e ataque.

FAZER DOS AFLITOS UM TRUNFO NOVAMENTE

O desempenho do Náutico como mandante nesta Série B contraria o que representou a força do estádio dos Aflitos para o clube. Em dez jogos em sua casa, o Timbu venceu apenas dois, empatando seis e perdendo outros dois. Ou seja, num universo de dez partidas como mandante até aqui, o Náutico só venceu apenas 20% dos duelos, o que explica muito o péssimo momento em que o Alvirrubro vive na segunda divisão.

Portanto, transformar o estádio dos Aflitos em um novo trunfo é mais uma missão para o novo comandante. Até o fim da competição, o técnico vai comandar o Timbu em mais nove jogos dentro do estádio. Ou seja, 27 pontos em jogo e que são de suma importância para quem quer escapar do rebaixamento. Numa conta rápida, o Náutico provavelmente escapa da Série C se ganhar oito partidas das 17 que faltam.

ACABAR COM A SINA DE GOLS NO FIM

Um dos graves problemas que o Náutico vem enfrentando nesta Série B é a sina de gols no fim. O Timbu deixou de ganhar quatro partidas por conta de gols no fim: CRB, Chapecoense, Cruzeiro e Avaí. Em todas o Alvirrubro tomou o empate depois dos 40 minutos - em alguns chegou a ser vazado praticamente nos últimos lances das partidas. Além dessas eminentes vitórias que viraram empates, o Náutico também deixou de ganhar 1 ponto diante do Sampaio Corrêa, já que tomou o gol aos 51 do segundo tempo.

Se não tivesse levado esses gols no fim, o Timbu estaria com 29 pontos, ainda sonhando com o G4 e longe da zona do rebaixamento. Portanto, esse é um problema grave que o novo técnico vai precisar ajustar.

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