IMUNIZAÇÃO

Pesquisadores britânicos testam versões inaláveis da vacina contra o coronavírus de Oxford e do Imperial College

Atualmente, imunizações são testadas com injeção intramuscular

Thalis Araújo
Thalis Araújo
Publicado em 15/09/2020 às 0:17
Notícia

SES-SC
Vacina de Oxford recomeçou a ser testada no Brasil nesta segunda (14) - FOTO: SES-SC
Leitura:

Pesquisadores britânicos afirmaram que começaram a testar versões inaláveis da vacina contra o novo coronavírus, nesta segunda-feira (14). A testagem das imunizações produzidas pela Universidade de Oxford e pelo Imperial College será feita para determinar se induzem reação imunológica no trato respiratório, segundo os pesquisadores.

>> Pazuello diz que vacina de Oxford é a melhor opção para o Brasil

>> Vacina de Oxford dá bons resultados, mas há 'longo caminho a percorrer', diz OMS

>> Vacina de Oxford para coronavírus é segura e induz resposta imune, dizem cientistas

Atualmente, as vacinas estão sendo testadas com injeção intramuscular, mas os cientistas do Imperial College acreditam que existe a possibilidade de as imunizações via inalação produzirem uma reação mais especializada.

Chris Chiu, do Departamento de Doenças Infecciosas do Imperial College, afirmou que podem haver indícios de que as vacinas contra gripe administradas via spray nasal podem imunizar da doença e reduzir a sua transmissão.

"Estamos determinados a explorar se este também pode ser o caso do SARS-CoV-2 e se administrar vacinas contra covid-19 pelo trato respiratório é seguro e produz uma reação imunológica eficiente", explicou em um comunicado.

Testes da vacina de Oxford foram retomados

As testagens da vacina da Oxford, que foram licenciadas para a AstraZeneca, foram retomadas no final de semana. Os estudos haviam sido interrompidos para investigar sintomas adversos que foram experimentados por uma voluntária do Reino Unido. Depois que a empresa apresentou dados do caso, a retomada foi liberada pelas agências de saúde dos países onde estão acontecendo os testes.

>> Testes com vacina de Oxford recomeçam nesta segunda-feira no Brasil

"Já mostramos que a (vacina da Oxford) ChAdOx1 nCoV-19 (AZD1222) é segura e induz reações imunológicas fortes após uma injeção intramuscular", assegurou Sarah Gilbert, da Universidade de Oxford.

Tudo sobre a covid-19

» Saiba tudo sobre o novo coronavírus

» Estou com sintomas de coronavírus. O que fazer?

» Especialistas alertam sobre sintomas menos comuns do coronavírus

» Veja o que se sabe sobre a cloroquina e a hidroxicloroquina no combate ao coronavírus

» Veja locais do Recife que atendem pessoas com sintomas leves do novo coronavírus

» Vacina brasileira para o coronavírus entra em fase de testes em animais

» OMS esclarece que assintomáticos transmitem coronavírus: 'Questão é saber quanto'

"Administrar a vacina pelo trato respiratório pode ser uma boa abordagem para induzir reações imunológicas no melhor lugar para possibilitar uma reação rápida após uma exposição ao vírus pelo ar", acrescentou.

A vacina do Imperial College também está passando por testes clínicos, contudo, em um estágio anterior. Nos testes que serão realizados, os voluntários vão receber vacinas em aerosol através de um nebulizador que as administrará em gotículas através de um bocal. Ao todo, 30 pessoas serão selecionadas para a testagem.

Segundo pesquisadores do Imperial, estudos levaram a crer que pode ser necessário usar doses mais baixas do que as injeções intramusculares para adquirir uma proteção

TÂNIA REGO/AGÊNCIA BRASIL
Testes com vacina de Oxford recomeçaram nesta segunda (14) no Brasil - FOTO:TÂNIA REGO/AGÊNCIA BRASIL

O jornalismo profissional precisa do seu suporte.

Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Comentários

Últimas notícias