POLÍTICA

Trump e Biden se enfrentam em último debate sob tensão máxima

O primeiro encontro realizado no final de setembro, em Cleveland (Ohio), foi marcado pelo caos, por insultos e pelas constantes interrupções

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Publicado em 22/10/2020 às 9:32
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JIM WATSON, SAUL LOEB / AFP
Último debate é transmitido pela televisão de Nashville a 12 dias da eleição presidencial nos Estados Unidos - FOTO: JIM WATSON, SAUL LOEB / AFP
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Donald Trump enfrenta seu adversário democrata na corrida pela Casa Branca, Joe Biden, nesta quinta-feira (22), para um último debate transmitido pela televisão de Nashville a 12 dias da eleição presidencial nos Estados Unidos.

O primeiro encontro realizado no final de setembro, em Cleveland (Ohio), foi marcado pelo caos, por insultos e pelas constantes interrupções.

 

Nele, o candidato democrata de 77 anos se referiu ao presidente como "mentiroso", "racista" e "palhaço". Trump, três anos mais novo, rebateu: "Não há nada de inteligente em você". Nada indica que o tom de hoje será mais cortês.

 

Temendo se tornar presidente de um único mandato, Trump acentuou, nos últimos dias, seus ataques pessoais a Biden, questionando sua integridade e afirmando que sua família é uma "empresa criminosa".

 

Para evitar o caos do primeiro encontro, o microfone do candidato que não estiver falando ficará desligado. "Me parece muito injusto", afirmou Trump ontem.

 

Ele reiterou suas críticas à moderadora da rede NBC, Kristen Welker, acusando-a de ser uma "esquerdista democrata". Seu principal argumento é que os pais dessa jornalista de 44 anos são democratas ferrenhos.

 

O debate previsto para 15 de outubro - transferido para um formato virtual depois do contágio do presidente por covid-19 - foi rejeitado por Trump e acabou não acontecendo.


O debate em Nashville será, para Trump, uma das últimas oportunidades de alto nível para tentar mudar os rumos da campanha, assim como sua posição de desvantagem nas pesquisas.

 

Segundo a média de enquetes do site RealClearPolitics, Biden tem uma vantagem de 7,5 pontos percentuais em nível nacional sobre Trump - uma tendência decrescente - e mantém uma distância, ainda que menor, nos estados pendulares. Neles, as preferências dos eleitores oscilam entre republicanos e democratas.

 

O presidente minimiza as pesquisas e diz confiar em sua capacidade de mobilizar multidões. Fiel a sua estratégia, concentrada em estar sempre em campanha, Trump participou, ontem à noite, de um comício na Carolina do Norte. Já Biden ficou em sua casa de Delaware, marcando o terceiro dia consecutivo sem eventos na agenda.

 

E, ontem, depois de meses de uma campanha reduzida à mínima expressão e a eventos virtuais, por causa da pandemia, o ex-presidente dos EUA Barack Obama entrou em ação. "Não podemos confiar. Não me importam as pesquisas", frisou, em um comício na Filadélfia, no estado-chave da Pensilvânia.

 

Em 2016, as sondagens eram favoráveis à democrata Hillary Clinton e, ainda assim, Trump acabou ganhando a eleição de forma inesperada. "Muita gente ficou em casa, com preguiça e confiante", advertiu Obama, convocando os eleitores pra que isso não se repita em 2020.

 

Em uma incomum crítica a seu sucessor, Obama afirmou que Trump é "incapaz de levar o trabalho a sério", durante um comício no qual o público acompanhou seu discurso de dentro de seus carros. 

 

Obama admitiu que a pandemia teria sido "difícil" para "qualquer presidente", mas criticou o nível de "incompetência e de desinformação" proveniente da equipe de Trump.

 

De Gastonia, na Carolina do Norte, Trump comemorou a entrada em cena de seu predecessor. Segundo ele, é uma boa notícia, já que ninguém fez tanta campanha quanto Obama, a favor de Hillary, em 2016. 

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