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Morte de George Floyd completa um ano de reflexões nos EUA

Chauvin foi exonerado da polícia de Minneapolis e em março compareceu diante de um tribunal acusado de assassinato e homicídio involuntário pela morte de Floyd

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Publicado em 23/05/2021 às 13:47
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Olivier DOULIERY / AFP
Assassinato do negro George Floyd por policial branco nos Estados Unidos gerou onda de protesto - FOTO: Olivier DOULIERY / AFP
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"Dia da Iluminação". É assim como o George Floyd Memorial Center quer relembrar o 25 de maio, o aniversário da morte deste afro-americano de 46 anos morto asfixiado pelo joelho de um policial branco em Minneapolis.

"Este dia de brutalidade abriu os olhos do mundo para a difícil situação dos afro-americanos", disse o site do Memorial Center. As dores da morte de Floyd entretanto ainda são sentidas um ano depois.

 A polícia de Minneapolis recebeu um chamado sobre a suspeita de um homem ter usado uma nota falsa para comprar cigarros. Ao ser abordado pela polícia, George Floyd resistiu à prisão e terminou com seu rosto pressionado no chão enquanto suas mãos estavam presas.

Derek Chauvin, um agente com 17 anos de carreira no Departamento de Polícia de Minneapolis, sustentou seu joelho sobre o pescoço de Floyd durante mais de nove minutos, até que o homem negro desmaiou e morreu por asfixia. Uma jovem de 17 anos gravou um vídeo da ação policial em seu telefone e a filmagem logo se tornou viral.

O vídeo da morte de Floyde provocou uma comoção nacional contra a injustiça racial e a brutalidade policial que se expandiu para além das fronteiras norte-americanas. Manifestações consideradas maiores do que o movimento de direitos civis de 1960.

Isso foi refletido nas eleições presidenciais de 2020, nas quais Joe Biden, candidato democrata para a Casa Branca, vice-presidente durante a gestão de Barack Obama, primeiro presidente negro dos Estados Unidos, se tornou uma figura popular na comunidade negra.

Diferente de seu rival presidencial Donald Trump que apoiou a polícia, se apresentando como o candidato da "lei e da ordem" e culpando os "anti-fascistas" e as "turmas" esquerdistas pela violência que assolou as ruas do país.

Biden se comprometeu a desmantelar o "racismo sistêmico" caso viesse a ser eleito presidente. O democrata venceu as eleições em 4 de novembro, com o apoio maciço dos eleitores negros. Joe Biden havia indicado Kamala Harris, uma mulher negra, como sua vice-presidente, e após sua posse como líder dos Estados Unidos, escolheu um homem negro para encabeçar o Pentágono, outra decisão histórica.

Uma de suas persistentes tentativas de aprovar uma lei sobre a atuação policial batizada com o nome de George Floyd tem sido barrada pela oposição republicana no Senado. Chauvin foi exonerado da polícia de Minneapolis e em março compareceu diante de um tribunal acusado de assassinato e homicídio involuntário pela morte de Floyd.

O julgamento, transmitido ao vivo, foi visto por milhões de pessoas e contou com o testemunho de pessoas que relataram as fracassadas tentativas para salvar a vida do afro-americano. Em 20 de abril, um júri o considerou culpado das três acusações, dando um respiro de alívio aos Estados Unidos.

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