Caso Miguel

Dor e emoção na missa de 30 dias da morte de Miguel

"Um filho não morre jamais, pois não podemos tirar do coração quem um dia foi gerado no nosso ventre", foram as palavras lidas em homenagem ao garoto, morto ao cair de edifício, no dia 2 de junho

Ciara Carvalho
Ciara Carvalho
Publicado em 02/07/2020 às 22:39
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BRENDA ALCÂNTARA/JC IMAGEM
02.07.2020 - Fotos : Brenda Alcântara - Missa de 30 dias da morte de Miguel. A missa aconteceu na Igreja Católica do Barro. - FOTO: BRENDA ALCÂNTARA/JC IMAGEM
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“Miguelzinho foi morar no céu, tua alegria ficou marcada em nossos corações. Quando uma criança parte deste mundo o céu ganha mais um anjo e o firmamento, mais uma estrela.”

Foi com essas palavras e segurando a camisa que Miguel Otávio, 5 anos, usava para correr que o líder do grupo Coiotes Corredores, Anderson Amaral, começou uma emocionada homenagem, já no fim da missa que marcou os 30 dias da morte da criança.

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Ficou impossível conter as lágrimas. Sentada no banco da frente, Mirtes Souza, mãe de Miguel, era a expressão da dor. Ao seu lado, sua mãe, Marta Santana, tentava se manter firme. “Um filho não morre jamais, pois não podemos tirar do coração quem um dia foi gerado no nosso ventre. Você, Miguelzinho, é muito especial em nossas vidas”, continuou Anderson.

Mirtes também usava a camisa do grupo. Ela e Miguel adoravam correr juntos.

SAUDADE

Quando o texto terminou de ser lido, o abraço em Mirtes foi inevitável. Apesar de forte, ela falou sobre o sofrimento de viver uma data tão marcante. “Vir para a missa de 30 dias da morte do meu filho é muito doloroso. Mas eu precisava vir. Cada dia que passa é mais difícil ficar sem ele. A saudade só faz aumentar”, desabafou.

Cerca de 50 pessoas, entre parentes e amigos, participaram da celebração, realizada na Igreja do Barro, Zona Oeste do Recife, na noite desta quinta-feira (02). “Esses 30 dias foram uma eternidade para a gente”, resumiu Marta, avó de Miguel.

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