Minha Luta faz a Diferença

Vídeos destacam valor feminino em série do Sistema JC

Campanha "Minha Luta faz a Diferença" é uma das iniciativas do Sistema JC para destacar e valorizar toda a classe feminina, neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher

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Publicado em 08/03/2021 às 9:50
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Campanha "Minha Luta faz a Diferença", do Sistema JC, homenageia mulheres neste 8 de março - FOTO: Luisi Marques/Leo Motta/Acervo JC Imagem
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Há coisas terríveis que acontecem com mulheres somente por serem mulheres: atos que têm o machismo e o patriarcado como raiz profunda. Por outro lado, elas também protagonizam inúmeras estatísticas positivas. Mulheres são as que menos desistem e as que mais concluem cursos universitários, segundo o Censo da Educação Superior 2019. A mesma pesquisa, conduzida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), também aponta as mulheres como maioria disparada entre os matriculados nas licenciaturas, as graduações que formam professores - talvez até devêssemos dizer professoras, não é?

Parece que esta é a espinha dorsal da condição feminina: atropelar as adversidades, com mais ou menos força, deste ou daquele jeito, aberta ou disfarçadamente. E é essa força, essa capacidade perpétua de reinvenção que o Sistema Jornal do Commercio (SJCC) quer destacar e valorizar neste 8 de março, mais um Dia Internacional da Mulher. Para isso, escolheu as histórias de mulheres que atuam em Pernambuco, em diversos campos profissionais, e que têm em comum a superação de dificuldades, a realização de sonhos, a descoberta da força do coletivo - ao fim do texto, leia trechos dos depoimentos das personagens escolhidas.

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"Vivemos em uma sociedade onde as mulheres são maioria e onde a maioria das famílias também é chefiada por mulheres. Esta realidade traz desafios e oportunidades. Entre as oportunidades está o fato de muitas mulheres se superarem e mostrarem que são tão ou mais capazes do que os homens. Não se trata de competição, mas de uma constatação. Neste aspecto, o SJCC tem colocado luz sobre estas histórias e mostrado que, sim, é possível viver em uma sociedade mais igualitária, na qual homens e mulheres sejam valorizados de maneira equitativa, e na qual mulheres tenham seu trabalho reconhecido da maneira adequada, e não tido como inferior ao dos homens", analisa Mônica Carvalho, diretora de Jornalismo da TV e Rádio Jornal.

Uma das iniciativas dentro do Mês da Mulher SJCC, a campanha Minha Luta faz a Diferença terá seu primeiro vídeo, estrelado pela designer de moda e empresária Mércia Moura, dona da grife Marie Mercié, exibido nesta segunda-feira. A empresa já soma 35 anos de história e, hoje, representa a independência financeira para mais de 300 mulheres. "Fui uma mulher encorajada pela minha mãe, e o mesmo que ela fez comigo eu pude fazer aqui, dizer a essas mulheres 'eu acredito em você'. Hoje, elas podem bancar a própria casa, não precisam mais passar por dificuldades, porque podem se sustentar. Elas têm autoestima, são profissionais. Elas são donas da vida delas", resume.

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Até o dia 18 de março, o público vai poder conhecer um pouco mais sobre cada uma dessas mulheres. Além da exibição na TV Jornal, esses vídeos também serão distribuídos em todas as plataformas digitais do Sistema JC. "Comemorar o 8 de Março com flores e chocolates ficou no passado. Esse gesto só vale se vier acompanhado de uma mudança real na postura daqueles que buscam nos homenagear, sejam homens ou mulheres. Porque não adianta fazer festa nesse dia e agir de modo machista e preconceituoso durante o resto do ano. Nossa intenção com essa campanha é mostrar que há muitas mulheres por aí batalhando todos os dias para sustentar uma vida, uma casa, uma empresa. Além disso, a franca maioria ainda acumula jornada. Essa força precisa ser reconhecida, valorizada e quisemos voltar os holofotes para os exemplos dessas mulheres tão diversas", detalha Lívia Bem, gerente de Marketing Institucional do SJCC.

Conheça, nos trechos abaixo, um pouco mais das mulheres escolhidas pelo SJCC para a campanha Minha Luta faz a Diferença.

Independência

LUISI MARQUES/JC IMAGEM
Quando resolvemos trabalhar na Mata Norte, região canavieira onde a mulher foi criada para cuidar da casa e dos filhos, tivemos que enfrentar nossos maridos. Quando eles começaram a ver a gente voltar para casa mais feliz, com mais autoestima, eles só podiam nos apoiar", lembra Mércia Moura, designer e dona da grife Marie Mercié - LUISI MARQUES/JC IMAGEM

Representatividade

FOTOS: LUISI MARQUES/JC IMAGEM
A voz das mulheres negras não está posta e a gente precisa garantir que essa base social seja ouvida. As pessoas estão acostumadas com homens líderes. Se é uma mulher, elas não aceitam. Já enfrentei muitos problemas e superei todos porque a mulher é o motor de mudança da sociedade", reflete Mãe Beth de Oxum, ialorixá e ativista cultural - FOTOS: LUISI MARQUES/JC IMAGEM

Referência

Luisi Marques/JC Imagem
"Quando aceitei o desafio de fazer parte do Escrete de Ouro, tinha em mim dois sentimentos: a alegria por poder fazer parte da equipe de rádio que é referência no futebol e a vontade de mostrar que existem mulheres capazes de debater qualquer assunto, inclusive futebol", pontua Lílian Fonsêca, repórter do Escrete de Ouro - Luisi Marques/JC Imagem

Desafio

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Comecei minha trajetória profissional estagiando, mas sempre tive o sonho de atuar em TV. Hoje coordeno a Rádio Jornal Caruaru e apresento o TV Jornal Notícias. Gerir uma equipe com maioria de homens é um desafio diário, mas acho que com muito respeito e diálogo, a gente consegue", analisa a jornalista Izabela Barbosa - LUISI MARQUES/JC IMAGEM

Empoderamento

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O intuito é que as mulheres tenham o próprio sustento, a própria renda. A maior transformação que eu percebo é que elas conseguem se empoderar, ter um dinheiro para comprar o que quiser. É se sentirem mulheres e que podem qualquer coisa", diz Carolina Santos, coordenadora do grupo de mulheres da ONG Turma do Flau - LUISI MARQUES/JC IMAGEM

Parceria feminina

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Para nós, educadoras, a pandemia é um desafio a mais. Como fazer uma atividade a distância com uma criança de 2 anos? Fui atrás de materiais do cotidiano, porque a criatividade de uma criança não cabe numa folha A4. E quem fazia a ponte entre escola e alunos eram as mães e as avós", destaca Mirtes Melo, professora do Ensino Infantil - LUISI MARQUES/JC IMAGEM

Parâmetro

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Sempre fui muito determinada e, quando tomo uma decisão, sou muito pé no chão. Na pandemia, ampliamos o leque e a CH Varejão passou a vender no varejo. Na nossa rede social, sou tipo a blogueira aqui da empresa, e muitas mulheres falam que se espelham em mim", avalia Eliane Melo, sócia da CH Varejão, em Caruaru - LUISI MARQUES/JC IMAGEM

Profissionalismo

Leo Motta/Acervo JC Imagem
"A mulher já provou por A+B que é muito competente em qualquer área que queria atuar. O que diferencia um bom de um mau profissional não é o seu gênero e sim a sua capacidade. E o que a gente luta é para que sejamos vistas como profissionais", detalha Anne Barreto, jornalista e apresentadora do TV Jornal Meio-Dia. - Leo Motta/Acervo JC Imagem

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