MULHERES QUE FAZEM A DIFERENÇA

Carol Patrícia é exemplo e guia de transformação em Brasília Teimosa

Conheça a história do grupo formado por mulheres que trazem o empoderamento e a política em sua base

JC
JC
Publicado em 12/03/2021 às 15:12
Notícia
LUISI MARQUES/JC IMAGEM
O intuito é que as mulheres tenham o próprio sustento, a própria renda. A maior transformação que eu percebo é que elas conseguem se empoderar, ter um dinheiro para comprar o que quiser. É se sentirem mulheres e que podem qualquer coisa", diz Carolina Santos, coordenadora do grupo de mulheres da ONG Turma do Flau - FOTO: LUISI MARQUES/JC IMAGEM
Leitura:

Um lugar de apoio e empoderamento. É assim que Carol Patrícia, educadora popular, fala sobre o grupo Mulheres Que Geram Renda, em Brasília Teimosa. Com quase três anos de história, a iniciativa começou com reuniões na sede da ONG Centro Profissionalizante do Flau, com a participação de representantes da Marcha Mundial das Mulheres. Foi a partir delas que Carol e outras mulheres foram provocadas a se questionar: o que elas queriam melhorar no bairro e aprender para gerar renda?

Nesses encontros, foram elencados cinco áreas de atuação: produção de vassouras de garrafa PET, artesanato, customização, alimentação e maquiagem. “Depois que votamos, o grupo começou a correr atrás de algumas pessoas que nos ajudassem. A gente começou sem nada, era um grupo de mulheres que se reuniam, discutiam algumas coisas, mas não tinham nada”, lembra a educadora popular.

Leia também: 

>>Conheça Izabela Barbosa, a primeira mulher âncora do TV Jornal Notícias, em Caruaru

>>Protagonismo que faz a diferença: designer de moda Mércia Moura mudou a própria vida e a de mais de 300 mulheres

>>Determinação que faz a diferença: conheça a trajetória da empreendedora Eliane Melo

Foi com muito esforço que as Mulheres Que Geram Renda se inscreveram em editais, em busca de possibilidades para transformar toda a vontade em ação prática. Em fevereiro de 2020, o esforço valeu a pena e elas conseguiram comprar materiais para começar a produção das vassouras de garrafas PET. No entanto, como em todo o mundo, março foi marcado pelo impacto do coronavírus. Elas não desistiram: arregaçaram as mangas, colocaram o sonho das vassouras de lado e abriram espaço para a produção de máscaras de tecido.

Luisi Marques/JC Imagem
Vassouras de garrafa PET será uma das fotos de renda do grupo de mulheres de Brasília Teimosa - Luisi Marques/JC Imagem

Leia também: 

>>Mês da Mulher ganha foco com iniciativas diversas do SJCC

“Na pandemia, a gente se preocupou em como ia se encontrar e como ia ajudar essas mulheres. A gente sabia que elas não tinham como conseguir alimentação, porque as crianças se alimentavam na ONG. Então, fomos procuradas pelo Mãos Solidárias, que é um grupo formado para costurar máscaras em TNT para o pessoal em vulnerabilidade de rua, e começamos a produzir máscaras, arrecadar alimentos e receber doações”, conta Carol Patrícia. O grupo confeccionou quase duas mil máscaras de TNT no ano passado.

Agora, as Mulheres Que Geram Renda voltaram a ter as vassouras de garrafa PET como foco. Além de ser uma fonte de sustento para elas, também se tornou uma forma de o grupo comprar materiais e continuar a investir em si mesmo, dando continuidade à produção. “A maior transformação que eu percebo é quando elas dizem que querem vir e no outro dia estão aqui para aprender. Elas vão conseguindo se empoderar e, assim, vão aprendendo algo novo e que pode gerar renda. Trazem seus problemas e queixas para que possamos conversar, participam das reuniões políticas para discutir o que acontece na sociedade e assim vão sendo transformadoras das suas próprias vidas”, resume Carol.

Assista ao vídeo e conheça mais sobre Carol Patrícia:

Comentários

Últimas notícias