Violência

Mulher trans queimada no Centro do Recife corre risco de perder segundo braço, diz médico

Confira o que disse o chefe do Setor de Queimados do HR, Marcos Barreto, sobre o caso

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 28/06/2021 às 18:36
REPRODUÇÃO/TV JORNAL
INTERNAÇÃO O médico Marcos Barreto disse que vítima está consciente - FOTO: REPRODUÇÃO/TV JORNAL
Leitura:

Depois da confirmação de que a mulher trans de 33 anos - que teve 40% do corpo queimado em uma tentativa de homicídio no Recife - teve o braço esquerdo amputado, durante uma cirurgia na noite do sábado (26), o chefe do Setor de Queimados do HR, Marcos Barreto, explicou que a situação do outro braço também é delicada.

"Todas as lesões dela são de terceiro grau, ela ficou queimando, não apagou. No sábado, ela foi para o grupo vascular, que assumiu o caso dos braços que estavam comprometidos, e foi aberto o outro braço e tórax. Ela tem comprometimento sério do membro direito, é um membro que tem ainda risco grande de perda", comentou Marcos Barreto em entrevista à TV Jornal. A amputação do braço esquerdo foi necessária devido à gravidade dos ferimentos, segundo o Hospital da Restauração.

Mesmo em estado grave, a paciente está consciente, já respira sem a ajuda de aparelhos e conseguiu conversar com a equipe médica. Ela contou que estava dormindo quando o ataque aconteceu. A polícia aponta que um um adolescente teria ateado fogo na vítima, identificada apenas como Roberta.

Segundo Marcos Barreto, há suspeita de que o material inflamável para o crime tenha sido álcool combustível e ele ressaltou que outros casos de tentativa de homicídio dessa forma já foram registrados na unidade de saúde.

Crime

A tentativa de homicídio ocorreu perto do terminal de ônibus do Cais de Santa Rita, na área central do Recife. O menor tentou fugir, mas foi apreendido por policiais militares que faziam rondas nas proximidades.

O adolescente foi autuado em flagrante por "ato infracional análogo a homicídio doloso tentado", segundo a Polícia Civil, que registrou o caso na 7ª Delegacia de Plantão da Criança e do Adolescente, no Recife. Ele foi levado para a Unidade de Atendimento Inicial (Uniai) da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase).

Comentários

Últimas notícias