Atividade sísmica

Terra treme em mais duas cidades de Pernambuco; é o quarto tremor em menos de uma semana

Com estes, o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Labsis/UFRN) contabiliza 28 abalos sísmicos no Estado, desde 1º de janeiro de 2021

Julianna Valença
Julianna Valença
Publicado em 24/09/2021 às 11:05
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Foto: Reprodução/ Google Street View
Os abalos foram registrados nos municípios de Bom Jardim e Sairé, no Agreste de Pernambuco. - FOTO: Foto: Reprodução/ Google Street View
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Dois novos tremores de terra foram registrados nessa quinta-feira (23) em Pernambuco, nos municípios de Bom Jardim e Sairé, no Agreste. O primeiro foi registrado às 13h e o segundo às 17h12, horário local; ambos de magnitude 2.1. Com estes, o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Labsis/UFRN) contabiliza 28 abalos sísmicos no Estado, desde 1º de janeiro de 2021.

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De acordo com o geofísico do Labsis Eduardo Menezes, os eventos são comuns na região do Agreste. Os abalos acontecem devido ao “Lineamento Pernambuco", uma condição geológica presente na região. “Os tremores na região de Caruaru e outros municípios são normalmente provenientes de falhas geológicas que entram em atividade e geram os mesmos. As magnitudes atuais registradas são consideradas de baixa intensidade, mesmo sendo sentido por populares e ouvido também. Mas não provoca nenhum dano material”, explicou o profissional.

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Últimos tremores registrados em PE

Na noite da terça-feira (21), a população de Caruaru sentiu a terra tremer, por volta das 23h49 (hora local). De acordo com o Laboratório Sismológico da UFRN, o abalo registrado de magnitude 1.9 aconteceu bem no limite do município com a cidade de Agrestina.

No mesmo dia, por volta das 0h27 (hora local), um tremor foi registrado no município de Moreno, no Grande Recife. O tremor de magnitude 1.7 não foi sentido pela população e é considerado incomum na região.

A unidade do Labsis/UFRN integra a Rede Sismográfica Brasileira, que monitora as atividades sísmicas em todo o território nacional. No Nordeste, o laboratório possui mais de 40 estações espalhadas pelos Estados. Segundo o geofísico, as atividades monitoradas são passadas para as gestões estaduais e municipais.

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