2022

Réveillon: Pernambucanos celebram início de 2022 ainda com restrições

O JC percorreu as praias de Recife e Jaboatão e encontrou uma boa quantidade de pessoas celebrando a passagem de ano, porém sem registros de grandes aglomerações

Luisa Farias
Luisa Farias
Publicado em 31/12/2021 às 21:04
Day Santos/JC Imagem
Queima de Fogos em Boa Viagem - FOTO: Day Santos/JC Imagem
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Atualizada às 04h36 do dia 1 de janeiro de 2022

Neste segundo réveillon em meio à pandemia da covid-19 no Brasil, os pernambucanos não puderam pela mais uma vez fazer a tradicional comemoração nas orlas do estado. Apesar disso, houve queima de fogos, ainda que não tenham sido realizados shows e nem fossem permitidas aglomerações na beira-mar. O sentimento era de gratidão pela saúde e pela vida - tão ameaçadas pela covid e atualmente também pelo surto da gripe - e de vontade de celebrar com os entes queridos na esperança de um 2022 melhor. 

O JC percorreu as praias de Recife e Jaboatão e encontrou uma boa quantidade de pessoas celebrando a passagem de ano, porém sem registros de grandes aglomerações. Pernambucanos e turistas escolheram a orla para ver a queima de fogos em pequenos grupos de três a quatro pessoas e certo distanciamento social. 

A maior junção de pessoas no mesmo ambiente foi mesmo durante a virada, que culminou com a queima de fogos com duração de 17 minutos na praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, na altura do Segundo Jardim. 

A Prefeitura do Recife informou que seriam lançados fogos sem ruídos, o que não ocorreu na prática. Os artefatos para a noite tinham 12 toneladas, com direito a bombas de oito polegadas com alcance de até 180 metros de altura e 60 metros de raio de abertura.

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Queima de Fogos em Boa Viagem - Day Santos/JC Imagem
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Queima de Fogos em Boa Viagem - Day Santos/JC Imagem

Tanto a capital Recife, como Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Ipojuca, na Região Metropolitana, baixaram decretos proibindo barracas, mesas, toldos e cadeiras nos locais no horário de 17h da sexta-feira (31) até as 6h do sábado (1º). 

O funcionário público Adeilson Antoni, de 32 anos, conta que as restrições impostas na orla de Boa Viagem foram o diferencial para fazer com que ele e um grupo de três amigos escolhessem a praia para celebrar a chegada de 2022, ao contrário de anos anteriores quando optava pela virada no Marco Zero, área central do Recife. 

"A ideia era de que, como não podia ter show, não podia sequer trazer bebida nem nada nem cooler, isso trouxe certa segurança para mim e para os meus amigos e a gente veio em um grupo de quatro pessoas para a gente ver a queima de fogos e voltar para casa, cada um para a sua e tentar seguir a vida do melhor jeito possível", afirmou Adeilson. 

O JC avistou equipes da Guarda Municipal e da Polícia Militar de Pernambuco fazendo o monitoramento no calçadão e verificando o cumprimento das restrição. 

O militar aposentado Mário Paiva, de 61 anos, aprovou a decisão da gestão municipal de não permitir aglomerações, nem mesmo uso de coolers e caixas de som. "Eu acho que é uma decisão acertada, a bem da ciência, acredito que para o bem da humanidade, para o bem de todos, acho que é importante a posição das prefeituras, dos gestores que aí estão", completou. 

Na capital a prefeitura promoveu queima de fogos em nove pontos espalhados pela cidade. Seis deles eram na Zona Sul: Além do Segundo Jardim, no Pina, em frente ao Edifício Acaiaca, no Parque Dona Lindu e nos bairros do Ibura e da Lagoa do Araçá. Os demais foram nos bairros de Jardim São Paulo, na Zona Oeste, Morro da Conceição, na Zona Norte, Rua da Aurora, na área central do Recife. 

Na praia de Candeias, um dos pontos de queima de fogos em Jaboatão dos Guararapes, assim que se encerrou a queima de fogos, a orla começou a ser esvaziada e, por volta das 1h da madrugada já não havia muitas pessoas. Por serem permitidos atualmente eventos de até 7.500 pessoas atualmente no estado, muitos bares realizavam festas no entorno. 

A sociólogo Pollyana Marthina diz ter percebido a faixa de areia mais lotada neste ano em comparação à virada para 2021. "O pessoal veio para ver a queima de fogos. Eu acho que também a questão da vacinação ajudou o pessoal a ter vindo mais", conta. Mesmo tendo optado por passar a virada na praia, ela conta que a rotina acabou sendo um pouco diferente. "Vim ficar aqui um pouquinho sem muita aglomeração para daqui a pouco voltar para casa", completa. 

Tradição

O administrador Plínio Rabelo é de Brasília, e no ano passado teve que abrir mão da tradição de visitar a família em Pernambuco durante as festas de fim de ano. No final de 2020, a vacinação ainda não tinha começado - isso ocorreu apenas no dia 17 de janeiro de 2021 - e o Brasil vivia a sua segunda onda da covid-19. 

Agora, com 67,5% da população brasileira vacinada, ele diz ter tido mais tranquilidade para viajar. "Já é uma grande superação para a gente poder encontrar as pessoas, mesmo usando máscara que não é nada para a gente. Isso daqui hoje, para o que a gente passou, não é problema nenhum. Então poder vir para a praia, encontrar os familiares mesmo com as restrições que a gente está acostumado nos outros anos, não se compara. Para nós é muito bom, não podemos deixar de desfrutar", comemora. 

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