MORTE EMPREGADA DOMÉSTICA

Quem é o culpado pela morte da empregada doméstica que caiu em poço de elevador do prédio onde trabalhava no Recife?

Segundo familiares, a empregada doméstica trabalhava em um apartamento do imóvel onde morreu, localizado no bairro do Parnamirim, Zona Norte do Recife, há 15 anos

Julianna Valença
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Julianna Valença
Publicado em 27/07/2022 às 13:47 | Atualizado em 28/07/2022 às 9:42
ARQUIVO PESSOAL / Sidney Lucena
Sandra Maria morreu na terça-feira (26) após cair em poço de elevador do prédio onde trabalhou por 15 anos. - FOTO: ARQUIVO PESSOAL / Sidney Lucena
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A investigação sobre a morte da empregada doméstica Sandra Maria da Silva, 53 anos, segue em aberto. A mulher morreu na terça-feira (26) ao cair no poço do elevador do prédio de classe média localizado no bairro do Parnamirim, Zona Norte do Recife, onde trabalhava há 15 anos em um dos apartamentos.

Dentre as perguntas que seguem sem respostas sobre o caso, está: de quem é a responsabilidade do mau funcionamento do elevador?

Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que a ocorrência foi registrada como morte a esclarecer, por meio da Central de Plantões da Capital, nesta terça-feira (27). As investigações ficam a cargo da Delegacia de Casa Amarela.

EMPREGADA DOMÉSTICA CAI EM POÇO DE ELEVADOR NO RECIFE

 

JC IMAGEM/ Sidney Lucena
Sandra Maria trabalhava no mesmo apartamento há 15 anos. - JC IMAGEM/ Sidney Lucena

O Corpo de Bombeiros foi acionado para a ocorrência às 16h13. Segundo o filho da vítima Wanderley da Silva, o patrão de Sandra Maria informou que ela teria descido com algumas sacolas para ajudar a colocar no carro da patroa e que não havia retornado.

A vítima teria morrido ao tentar subir para o apartamento dos patrões, ao entrar no elevador e não perceber que a cabine não estava no pavimento.

De acordo com peritos do Instituto de Criminalística (IC), o equipamento do edifício é do modelo mais antigo, no qual os passageiros acessam o interior do elevador de forma manual.

Ainda segundo peritos do IC, Sandra Maria teria puxado a porta do elevador social no andar térreo. Sem perceber que a cabine não estava ali, a mulher teria caído para o subsolo, em uma altura de 4 metros.

No boletim de ocorrência registrado pela central de plantões, consta que no momento em que a vítima caiu no poço, moradores do prédio tinham ficado presos dentro do elevador no oitavo andar do edifício. O porteiro teria tentado religar o sistema, mas o equipamento não respondia.

Foi então que o funcionário acionou o técnico para resgatar os moradores presos no equipamento. O elevador teria permanecido sem funcionar, quando um técnico desceu ao poço para verificar o motivo da falha e encontrou o corpo da vítima. Ainda não há confirmação sobre o que ocorreu primeiro.

CULPADO PELA MORTE DE SANDRA MARIA AINDA É DESCONHECIDO

Norberto Lopes, consultor jurídico do Sindicato da Habitação (SECOVI-PE), esclareceu sobre os possíveis responsáveis em casos parecidos com o da morte de Sandra Maria.

"Precisa se levar em consideração que a manutenção contínua dos elevador faz parte de uma obrigação do síndico. É ele quem contrata empresas especializadas para as manutenções, principalmente as do elevador", disse Norberto Lopes.

"Há necessidade de saber se existe um contrato vigente de manutenção de elevadores no prédio. A empresa contratada pode ser responsabilizada. A perícia é quem apontará de quem é a responsabilidade", concluiu o consultor jurídico do SECOVI-PE.

O capitão do Corpo de Bombeiros Werben Monteiro informou à reportagem que a fiscalização dos elevadores de prédios é feita pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE). 

A reportagem entrou em contato com o CREA-PE para saber mais informações sobre as inspeções realizadas nos equipamentos, mas até a publicação desta matéria, não obteve respostas.

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