Apreensão

Carlos Bolsonaro questiona pedido de apreensão de celular feito pelo STF: 'Que crime teria cometido?'

STF pediu que PGR avaliasse pedido de apreensão do celular do celular do presidente Jair Bolsonaro e do filho Carlos Bolsonaro

Gabriela Carvalho
Gabriela Carvalho
Publicado em 22/05/2020 às 12:41
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Foto: Agência Brasil
O vereador Carlos Bolsonaro é considerado o 02 do presidente da República - FOTO: Foto: Agência Brasil
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O vereador Carlos Bolsonaro criticou o pedido de apreensão e perícia dos celulares dele e de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), encaminhados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello à Procuradoria-Geral da República (PGR) após requerimentos de partidos e parlamentares.

>> Ministro do STF ficou incrédulo com vídeo de Bolsonaro durante reunião

Em publicação no Twitter, Carlos questinou: "Meu celular? Enquanto isso os do ex-piçóu Adélio protegidos há mais de um ano, processos contra Botafogo, Calheiros e outros sentados em cima há anos. Que crime teria cometido para tamanha velocidade e abuso? Nenhum. A narrativa do sistema continua em pleno vapor!".

Vereador reavivou o debate sobre o homem acusado de dar uma facada no - na época candidato -  presidente Bolsonaro, na época das eleições de 2018.

Entenda pedido

Os despachos enviados nessa quinta-feira (21) foram apresentados pelos partidos PDT, PSB e PV e parlamentares ao ministro do STF. Eles pedem desdobramentos na investigação sobre a suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal (PF).

Os partidos também solicitam perícias nos celulares de Maurício Valeixo, ex-diretor geral da Polícia Federal exonerado por Bolsonaro; do ex-ministro da Justiça de Segurança Pública Sergio Moro; e da deputada federal Carla Zambelli (PSL - SP).

A petição foi apresentada no âmbito do inquérito que investiga a suposta interferência de Bolsonaro na PF a partir de acusações feitas por Moro quando de sua demissão do governo, no final de abril.

O ex-ministro, delegados da PF, Zambelli e outras testemunhas já foram ouvidos, e o inquérito segue em andamento, sem data para conclusão. No centro da investigação, está o vídeo de uma reunião ministerial realizada no 22 de abril no Palácio do Planato quando, segundo Moro, Bolsonaro manifestou seu interesse em ter acesso a casos apurados pela Polícia Federal. Celso de Mello, relator do caso no STF, já assistiu às imagens, e segundo seu gabinete, decidirá ainda nesta sexta-feira (22) se derrubará o sigilo do vídeo.

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