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'Entramos como uma via alternativa', enfatiza Charbel Maroun sobre corrida à Prefeitura do Recife

Em entrevista ao programa Resenha Política, o pré-candidato do partido Novo se colocou como uma via alternativa para a disputa no Recife

Alice Albuquerque
Alice Albuquerque
Publicado em 17/08/2020 às 21:37
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TV JC
Para Maroun, pré-candidato à Prefeitura do Recife pelo partido Novo, em entrevista ao #ResenhaPolítica desta segunda-feira (17), mesmo ficando como último colocado na pesquisa feita pelo diretório Nacional do Democratas, com 1% de chance nas eleições, ainda há esperança, e comparou com o desempenho do governador de Minas Gerais, Romeu Zema - FOTO: TV JC
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Pré-candidato a prefeito do Recife pelo Novo, o procurador Charbel Maroun defendeu que o partido Novo chegará na cidade como uma "terceira via alternativa" nas eleições e, mesmo com um número baixo na pesquisa feita pelo Democratas (DEM), se mostrou inabalado para chegar ao pleito. O procurador também ressaltou que, caso eleito, fará mais Parcerias Público-Privada na cidade, "conseguimos colocar as pautas que defendemos e ainda implantar as parcerias".

Charbel Maroun foi o entrevistado desta segunda-feira (17), do programa Resenha Política da TV JC, que iniciou na última quinta-feira (11) e está fazendo uma série de lives com os pré-candidatos à Prefeitura do município. 

O procurador se colocou como um candidato mais à direita do que os outros pré-candidatos oposicionistas da cidade. "Acredito em mercado. Não venço essa convicção de defesa de liberdade de empreender como eles, que vejo que acreditam muito nisso, mas não com tanta convicção como a gente, até porque muitos que estão com o nome colocado já estão em conversa para não sair. Vemos alternativa. Estamos entrando como essa via alternativa para as pessoas não se empolgarem com quem estava na reeleição. Queremos mostrar que há essa alternativa e somos ela, o que aconteceu com Zema (único governador do Novo eleito em 2018, em Minas Gerais), que foi o terceiro colocado e depois ganhou a eleição", comparou.

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Na última segunda-feira (10), o diretório Nacional do Democratas (DEM) realizou uma pesquisa de opinião para avaliar a aceitação dos nomes dos pré-candidatos à Prefeitura do Recife. Nos cenários 1 e 2 da pesquisa, o procurador ficou com 1%; no terceiro, com 2%. O pré-candidato brincou que a pesquisa foi a única que colocou seu nome até então. "Gostei porque foi a única que colocou meu nome. Estamos tendo pesquisas de pré-candidatos desde o ano passado, quando meu nome foi informado. O próprio JC fez uma matéria que constou ele e foi a primeira vez que constataram essa dificuldade de as pessoas nos projetarem ou tentarem evitar com que o nome apareça, é política".

Maroun comentou que o único governador eleito pelo Novo em 2018, Romeu Zema em Minas Gerais, começou os 45 dias de campanha com 2% nas pesquisas, "e era mais desconhecido que eu, porque fui candidato em 2018 a deputado federal e tive quase 11 mil votos no Recife".

"Zema chegou do zero com 2% e terminou o primeiro turno em primeiro lugar. A medida que as pessoas vão conhecendo o nome e vendo quem somos, nos vai gerando essa curiosidade. Vamos crescer muito, basta ver nos posts, as pessoas comentando e perguntando 'quem é esse?', 'de onde surgiu esse?', e algumas piadas. Prefiro meu nome indo para pessoas que não me conhecem do que para pessoas que conhecem", enfatizou.

De acordo com Maroun, o maior problema do Recife hoje "todo mundo fala que não dá voto" e é o que ele está "mais preocupado em resolver: a falta de saneamento e esgoto a céu aberto e rua sem asfalto". "Isso se repete em toda a cidade e principalmente para a população mais carente. A grande maioria não tem acesso a coleta de esgoto e água tratada. Temos menos de 50% da população com acesso a coleta de esgoto e pessoas, eu vou em casa e pessoas estão há 10, 12 e 15 dias sem água no cano. É um problema seríssimo e as pessoas que as pessoas não dão voto e estou preocupado em resolver".

Perguntado onde o prefeito Geraldo Julio (PSB) acertou e o que Charbel manteria da gestão, ele disse ter ficado em uma "saia justa" e aproveitou, "em ganhar a eleição". "Ele sabe dominar a máquina. O Compaz, por exemplo, eu manteria, mas entregaria a gestão para a iniciativa privada. Traria iniciativas privadas para ajudar a gestão, porque o Compaz é muito caro, gasta muito recurso e gera pouco retorno. Eu preferia gastar dinheiro na educação e traríamos parcerias privadas para ajudar na manutenção do Compaz, Hospital da Mulher, que é engenharia da iniciativa privada, quem faz a gestão não é o poder público. A UPA da Imbiribeira é uma iniciativa privada. Nesse ponto eles acertaram. Vamos prosseguir e utilizar os leitos da iniciativa privada para o combate ao covid-19. Foi acertado e queremos ampliar isso nessas parcerias".

Na ocasião, com relação à reforma administrativa prometida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e não cumprida, Maroun também falou que irá reduzir o montante de 40 mil servidores que o Recife tem. "O ideal é reduzir a metade disso. Sou servidor e estou há quase 10 anos lá dentro. Vamos fazer informatização, a tecnologia diminui a necessidade de mão de obra. Quanto menos pessoas a gente tiver na máquina e mais profissionais mais capacitados, melhor o serviço entregue para a população e mais barato. Um dos meus objetivos é reduzir isso, ISS, IPTU, ITBI e entregar a gestão a Prefeitura com a menor carga tributária entre as capitais do Brasil. Vamos enfrentar até onde a legislação municipal permite".

O pré-candidato criticou que o município tem dois problemas gravíssimos, "o da mobilidade e revitalização do centro do Recife". Ele quer trazer concorrências para a cidade e encontrar novas formas de financiamento do transporte público. "Já temos informações de como fazer isso e vamos apresentar durante a campanha. Vamos buscar revitalizar o centro do Recife, queremos colocar pessoas para morarem lá de novo, retirando as normas que atrapalham construtoras de irem lá reformas moradias, porque tem norma que impede que as pessoas morem perto de comércio e queremos tirar isso, revitalizando o centro".

O pré-candidato também falou que suas propostas se alinham ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), mas "as realidades são diferentes". "Zema pegou o Estado que precisava colocar o salário dos servidores em dia, promoveu os repasses para os municípios colocarem em dia. O ex-governador do PT Fernando Pimentel não fazia os repasses dos recolhimentos tributários aos municípios, que têm direito". 

Para ele, as pautas para a cidade podem ser colocadas. "Aqui, a realidade é diferente. Conseguimos colocar as pautas que defendemos e implantar isso. A questão das parcerias com as iniciativas privadas e por sessões de privatizações, prestação de serviço público. Existe uma realidade ainda diferente e eu espero isso não mudar. Esse ano a Prefeitura vai jogar muita conta para o próximo ano. O prefeito deixou de recolher a previdências dos servidores municipais, vai ter que pagar o IPTU, o prefeito antecipou e vai ter que pagar mais ano que vem, vai ter menos recurso para isso. É uma bomba que está sendo jogada para frente, fora os gastos absurdos da covid-19, o combate à pandemia sem qualquer critério", pontuou.

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