JUSTIÇA ELEITORAL

João Campos obtém direito de resposta contra Delegada Patrícia Domingos

Ao usar informações consideradas de cunho difamatório contra o candidato a prefeito do Recife, João Campos (PSB), a candidata do Podemos perdeu o tempo de quatro programas eleitorais 

JC
JC
Publicado em 22/10/2020 às 17:27
Notícia

RODOLFO LOEPERT/DIVULGAÇÃO
Candidato a prefeito do Recife da Frente Popular, João Campos (PSB) - FOTO: RODOLFO LOEPERT/DIVULGAÇÃO
Leitura:

 

Arte: JC
Eleições 2020 - Arte: JC

Por determinação da Justiça Eleitoral, o candidato a prefeito do Recife João Campos (PSB) obteve o direito de resposta em dois processos contra a candidata Delegada Patrícia (Podemos), por ofensa à honra. Com a decisão, a postulante perdeu tempo de propaganda eleitoral, que começou a ser usado como espaço para o esclarecimento dos fatos já na tarde desta quinta-feira (22) e em outros três momentos: na noite de hoje e na manhã e tarde da sexta-feira (23). 

>> João Campos diz que vai ampliar rede de Upinhas e priorizar o atendimento humanizado na área da saúde

>>"Se o PSB governa a Prefeitura do Recife, foi porque as pessoas escolheram assim" diz João Campos em sabatina da TV Jornal nesta terça-feira

Foram dois processos com decisões favoráveis ao candidato da Frente Popular do Recife - números  0600037-76.2020.6.17.0007 e 0600022-28.2020.6.17.0001 - referente a uma propaganda da candidata do Podemos veiculada no dia 10 de outubro. Na peça, considerada com elementos "injuriosos e difamatórios", aparece uma pessoa ordenhando uma vaca, enquanto o locutor afirma: “Há mais de 20 anos o mesmo grupo político se reveza. Na Prefeitura do Recife, e nos cargos comissionados. Não está na hora de acabar com essa tetinha?", e, na sequência, há a apresentação da imagem de uma vaca no pasto, avançando com a aparição da candidata falando de corrupção. 

A propaganda eleitoral sugeria que o grupo político do candidato João Campos, que está à frente da gestão da Prefeitura do Recife, estaria tirando vantagem indevida do poder público.  “Se a propaganda eleitoral gratuita não se limita a reproduzir fatos noticiados pela mídia, imputando a candidato adversário a prática de ilícitos, ainda que indiretamente, defere-se o pedido de resposta”, diz o juiz da 1ª Zona Eleitoral do Recife, em sua sentença.

Fake News

Desde o mês de setembro, a campanha do deputado federal João Campos lançou uma ação chamada de "Recife não tá pra Fake". Três dos processos já julgados são referentes à divulgação de que João Campos teria realizado uma festa de convenção que teria gerado aglomeração. No entanto, a convenção da Frente Popular foi realizada de forma remota, transmitida pelo Youtube, respeitando todas as regras de distanciamento social indicadas pelas autoridades sanitárias. Duas ações foram contra o Facebook e uma envolveu o Twitter. Todas foram julgadas procedentes.

>> Pesquisa Ibope/JC/Rede Globo: Após guia eleitoral, João Campos aumenta vantagem na disputa pela Prefeitura do Recife

“A gente não pode tolerar a produção de informação falsa. E isso não é só na política. Isso é na vida. Temos uma excelente oportunidade, na eleição, de mostrar que não compactuamos com isso e que combatemos a divulgação de inverdades”, afirmou Campos, em outra ocasião. 


 

Arte: JC
O debate da TV Jornal cumprirá um rigoroso protocolo de higiene e distanciamento social em virtude da pandemia do novo coronavírus. - FOTO:Arte: JC

Seja um assinante JC.

Assine o JC com planos a partir de R$ 1,90 e tenha acesso ilimitado a todo o conteúdo do jc.com.br, à edição digital do JC Impresso e ao JC Clube, nosso clube de vantagens e descontos que conta com dezenas de parceiros.

Assine o JC

Comentários

Últimas notícias