Tensão

''Não há nenhuma motivação para a aceitação de pedido de impeachment'', diz Mourão, no Twitter

Declaração do vice-presidente se dá após algumas pessoas ligadas a Rodrigo Maia terem afirmado que o democrata poderia iniciar um processo de impedimento contra Bolsonaro ainda hoje

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 01/02/2021 às 11:49
ROMERIO CUNHA/VPR
O vice-presidente do Brasil, Antônio Mourão, é general da reserva do Exército Brasileiro - FOTO: ROMERIO CUNHA/VPR
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Em meio aos rumores de que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), aceitaria um dos mais de 60 pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que já foram protocolados até esta segunda-feira (1º), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), usou o seu Twitter para prestar solidariedade ao capitão da reserva. "Como Vice-Presidente, afirmo que não há nenhuma motivação para a aceitação de pedido de impeachment do nosso PR @jairbolsonaro, o qual tem trabalhado incansavelmente para superar os desafios que o século XXI impõe ao Brasil", publicou Mourão.

Na última quinta-feira (28), Mourão demitiu o chefe da sua assessoria parlamentar, Ricardo Roesch Morato Filho, após o site O Antagonista divulgar uma série de mensagens trocadas pelo servidor com o chefe de gabinete de um deputado federal onde eles faziam tratativas a respeito de um possível impeachment do presidente. Na ocasião, Mourão afirmou que a situação foi "lamentável" e que gerou "um rupido desnecessário", frisando que não concorda com um processo de impeachment.

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O tweet desta segunda surge após algumas pessoas ligadas a Rodrigo Maia terem afirmado que o democrata poderia iniciar um processo de impedimento contra Bolsonaro ainda hoje. O gesto seria uma retaliação à decisão do DEM de declarar neutralidade na eleição da Casa Baixa, o que prejudicaria diretamente o candidato apoiado por Maia na disputa, Baleia Rossi (MDB), e ajudaria o candidato de Bolsonaro, Arthur Lira (PP).

Toda essa confusão, inclusive, teria feito com que Maia decidisse deixar o Democratas logo após o pleito, segundo a CNN. O presidente nacional da legenda, ACM Neto, inclusive, já estaria a par da decisão do parlamentar.

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