PASSANDO A LIMPO

Na Rádio Jornal, Mendonça Filho diz ser difícil para Luciano Huck deixar TV e se lançar à Presidência

O ex-ministro também comentou a declaração do presidente DEM, ACM Neto, afirmar que a legenda considera a opção de apoiar Bolsonaro nas eleições de 2022.

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 04/02/2021 às 10:50
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ELEIÇÃO Ex-ministro comentou possíveis apoios do DEM em 2022 - FOTO: BETO DLC/JC IMAGEM
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Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, na manhã desta quinta-feira (4), o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) disse considerar difícil a possibilidade de o apresentador Luciano Huck deixar a televisão e “o mundo das celebridades” para se lançar na corrida ao Palácio do Planalto em 2022. No entanto, o democrata não descartou esta possibilidade, defendendo que se aguarde as decisões a serem tomadas por Huck, no que se refere à vida profissional.

“Se especula há bastante tempo a hipótese de Luciano Huck vir a ser candidato a presidente da República, mas para alguém que vive no mundo da televisão, que é um personagem bem sucedido neste mundo das celebridades, é muito difícil deixar a missão que cumpre na mídia para ir para política. Isso não é uma decisão fácil. Então, é preciso esperar qual vai ser os rumos dele na vida pessoal e profissional”, disse o ex-ministro, afirmando que já circula em veículos de comunicação a possibilidade de o apresentador substituir o colega Fausto Silva nas noites de domingo da TV Globo.

Mendonça também comentou a declaração do presidente nacional do Democratas, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, afirmar que a legenda considera a opção de apoiar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022.

“O presidente ACM Neto expressou o contexto que o partido vive. Uma divisão expressiva. Não temos como negar esta realidade. Há uma ala, mais do Centro-Oeste, que é mais alinhada com o presidente Bolsonaro. Temos ainda dois ministros, que, mesmo sem o aval do partido, compõem o atual governo. Há, porém, outra ala que diverge dessa posição, como o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o próprio ACM, que defende mais independência”, afirmou Mendonça, frisando que no momento certo a legenda deve se reunir para discutir caminhos e opções.

Racha interno

A divisão na legenda foi exposta durante as negociações em torno da disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados, quando o partido desembarcou do bloco articulado pelo então presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) para apoiar Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa, que acabou derrotado.

O abandono do DEM à candidatura do emedebista fez com que Maia ameaçasse deixar a legenda. Para o parlamentar, o partido foi o responsável pelo principal golpe na reta final da disputa pela Câmara. Na avaliação de Mendonça, os conflitos internos do DEM irão demorar um pouco para serem resolvidos. “[Na de eleição da Câmara,] ficaram algumas rusgas, algumas feridas que não cicatrizam imediatamente. Então, esse processo deve levar um tempo para acalmar”, pontuou.

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Na avaliação de Mendonça, os conflitos internos do DEM irão demorar um pouco para serem resolvidos - FOTO:BETO DLC/DIVULGAÇÃO

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