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PSDB decide manter Bruno Araújo na presidência nacional do partido

Em reação à tentativa do governador de São Paulo, João Doria, de assumir o controle da legenda, 26 presidentes de diretórios estaduais pediram nesta semana que Bruno permanecesse no comando da sigla até 2022

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 12/02/2021 às 12:52
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ALEXSSANDRO LOYOLA/PSDB
Com o falecimento de Covas, o PSDB perde "uma de suas mais promissoras e brilhantes lideranças", diz Bruno Araújo - FOTO: ALEXSSANDRO LOYOLA/PSDB
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A Executiva Nacional do PSDB decidiu, por unanimidade, prorrogar até maio de 2022 o mandato do pernambucano Bruno Araújo na presidência do partido. O anúncio foi feito no início da tarde desta sexta-feira (12). Na última quarta-feira (10), em reação à tentativa do governador de São Paulo, João Doria, de assumir o controle da legenda, 26 presidentes de diretórios estaduais pediram que Bruno permanecesse no comando da sigla até 2022. A maioria dos deputados federais da agremiação e todos os senadores tucanos endossaram a solicitação.

"Também serão prorrogados os mandatos nos segmentos partidários – PSDB-Mulher, Juventude, Tucanafro e Diversidade Tucana – e no Instituto Teotônio Vilela (ITV), o centro de estudos políticos do PSDB", afirmou o partido, através de nota. Na reunião em que a Executiva chegou a esta deliberação, a sigla também garantiu autonomia para que os diretórios estaduais e municipais possam decidir sobre a prorrogação ou não dos mandatos locais.

Na última segunda-feira (8), durante um jantar com tucanos de alta patente na sede do governo de São Paulo, Doria teria externado o desejo de expulsar o deputado federal Aécio Neves na legenda e iniciar os trabalhos para a consolidação da sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2022. Na oportunidade, alguns dos seus aliados ventilaram a possibilidade do gestor assumir a presidência do partido em maio, quando oficialmente o mandato de Bruno chegaria ao fim.

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O gesto do governador não foi visto com bons olhos por seus correligionários, que logo trataram de reagir a ele. Aécio lançou uma nota classificando como "lamentável" o movimento de Doria e o gestor respondeu ao parlamentar, também por nota, dizendo que o "novo PSDB não pode se subordinar a projetos pessoais, que se perderam pela conduta inapropriada em relação à ética pública". Logo depois, veio o pedido dos dirigentes, deputados e senadores.

A movimentação do governador paulista teve ainda um outro efeito colatarel, a pressão dos seus adversários no partido para que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também se colocasse como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Na última quinta-feira (12), uma comitiva formada por 21 parlamentares tucanos esteve em Porto Alegre para fazer esse pedido formalmente ao gestor gaúcho, que apesar de não se colocar oficialmente como pré-candidato, declarou que vai, sim, rodar o Brasil liderando a formação de um projeto para o País.

"O que está se discutindo agora é ajudar a liderar um processo político que construa uma alternativa para o País de sobriedade, de sensatez, de moderação, que é o que nós temos praticado no Rio Grande do Sul e o que tem nos garantido avanços importantes nas aprovações das nossas próprias reformas, a garantir salários em dia, fornecedores em dia, e a partir das privatizações garantir investimentos para o Estado em infraestrutura e um novo momento econômico para o Estado. É sobre tratar desse projeto para o País e depois, futuramente, escolher quem vai representar o partido", afirmou Eduardo Leite, nesta sexta, durante entrevista à Rádio Gaúcha.

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