ELEIÇÕES

Com PSB entre Lula e Ciro, João Campos diz que é 'muito ruim' falar de nomes

O prefeito do Recife afirma que "está faltando um projeto" que possa debater as principais pautas da população brasileira, mas que a discussão sobre nomes para a disputa presidencial deverá ser feita no ano que vem

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 21/07/2021 às 20:20
Notícia
RODOLFO LOEPERT/PREFEITURA DO RECIFE IMAGEM
João Campos evitou comentar a respeito da aproximação entre o PSB e o PT - FOTO: RODOLFO LOEPERT/PREFEITURA DO RECIFE IMAGEM
Leitura:

"Muito ruim o Brasil falar mais em nome do que de projeto”. A avaliação do prefeito do Recife João Campos, que também é vice-presidente Nacional de Relações Federativas do PSB, se dá no momento em que partidos como PT e PDT têm intensificado o diálogo de olho no apoio dos socialistas em 2022. Após a visita do presidente nacional do PDT Carlos Lupi, na qual contou com a presença do chefe do Executivo municipal, agora é esperado o encontro dos socialistas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cumprirá agenda no Estado em agosto.

Apesar de defender que este é o momento para se discutir as principais pautas do País e não sobre quais nomes devem ser indicados para a sucessão presidencial, nos bastidores, João Campos não esconde sua resistência em estar no mesmo palanque que o PT, tanto a nível nacional quanto local.

 Em novembro do ano passado, o prefeito chegou a declarar, em entrevista, que considerava pouco provável que os dois partidos pudessem estar juntos novamente em 2022. Questionado se sua percepção de cenário mudou, tendo em vista a recente aproximação entre os partidos, Campos disse apenas que a discussão eleitoral está longe, mas que cada partido saberá fazer sua avaliação.

“No Brasil, está faltando um projeto até para a gente para a gente poder discordar dele ou poder acrescentar”, disse, relembrando o nome de seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, quando surgiu como uma terceira via na polarização entre o PT e o PSDB, em 2014. “Na época, ele foi o primeiro pré-candidato a fazer um programa de governo, hoje em dia é obrigado fazer o registro na justiça eleitoral. Ele fez uma escuta no Brasil inteiro e dizia, eu tenho que apresentar o que defendo para a juventude, para o desenvolvimento econômico, sobre a pauta ambiental, a desigualdade regional”, destacou João Campos, em entrevista a Rádio CBN, nesta quarta-feira (21). A apresentação do programa de governo dos candidatos ao Executivo, foi instituída em 2009, na Lei 9.504/97, que regula as eleições. 

Ao considerar o processo pré-eleitoral dinâmico, o socialista reafirma que a discussão sobre nomes só se dará a partir do ano que vem. O PSB ainda não descartou a possibilidade de lançar uma candidatura própria à presidência da República e nomes como o do apresentador Luciano Huck e da empresária Luiza Helena Trajano, foram cotados pela ala que defende um “outsider”. Em Pernambuco, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, afirma que o principal nome da legenda para a sucessão do governador Paulo Câmara, é o ex-prefeito do Recife, Geraldo Julio.

Comentários

Últimas notícias