ELEIÇÕES 2022

Paulo Câmara e João Campos dizem que PSB só decidirá se apoiará Lula ou Ciro no primeiro semestre de 2022

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que cumpre agenda no Estado até esta sexta-feira (9), esteve reunido com o governador Paulo Câmara e o prefeito do Recife João Campos

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 08/07/2021 às 19:44
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Foto: Hélia Scheppa/Governo de Pernambuco
O governador Paulo Câmara é vice-presidente nacional do PSB, e o prefeito João Campos vice-presidente Nacional de Relações Federativas, ambos tem papel fundamental na interlocução do partido para 2022 - FOTO: Foto: Hélia Scheppa/Governo de Pernambuco
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Ao receber o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o governador de Pernambuco Paulo Câmara e o prefeito do Recife João Campos afirmaram que a decisão sobre o eventual apoio do PSB deverá ser definida no primeiro semestre de 2022. O PDT espera viabilizar o palanque do presidenciável Ciro Gomes no Estado através do apoio do PSB, replicando a aliança vitoriosa selada nas eleições municipais de 2020.

“Obviamente nós permanecemos na Frente Popular de Pernambuco, porque o PSB não fez nenhum movimento definitivo. O governador e o prefeito João Campos afirmaram que essa decisão ficará para o primeiro semestre de 2022. Então, nada se altera e até lá cada partido vai procurar se fortalecer e formar sua chapa. Não sabemos como será o cenário eleitoral, as mudanças devem ser votadas em agosto”, afirmou o presidente estadual do PDT, o deputado federal Wolney Queiroz, que também participou do encontro realizado nesta quinta-feira (8), no Palácio do Campo das Princesas.

A indefinição dos socialistas também atinge as conversas com o PT. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deverá iniciar sua agenda pelo Nordeste, no fim de julho, começando por Pernambuco, onde também irá à mesa com o governador Paulo Câmara, que também é vice-presidente nacional do PSB.

“Não foi uma conversa definitiva, mas periódica, de manutenção. O governador sabe que somos necessariamente forçados a ter um palanque para Ciro Gomes no Estado. Não é ser contra o PT, não temos nenhum tipo de problema, mas é a necessidade de afirmação do nosso palanque”, declarou Wolney Queiroz, que inclusive tem conversado com outros partidos à exemplo do MDB e PSDB, em torno de uma unidade.

Hélia Scheppa/SEI
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, foi recebido pelo governador Paulo Câmara e pelo prefeito do Recife, João Campos, nesta quinta-feira (8) - Hélia Scheppa/SEI

Para a vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão, o PDT é o único partido que teria uma proposta consistente e madura para o País. “Com Ciro Gomes presidente em 2022, vamos superar a polarização e colocar o Brasil no caminho do crescimento sustentável.", declarou a gestora. Sobre o encontro da passagem de Lupi ao estado, Isabella considerou positivo o encontro com os socialistas, e ressaltou a relação histórica que os partidos possuem.

"A reunião entre as lideranças do PDT e do PSB nesta quinta-feira foi positiva, no sentido em que sabemos da necessidade de junção de forças para fazer os enfrentamentos de que o Brasil precisa. O PDT tem toda identificação com o PSB em âmbito local e nacional. Temos uma longa história em comum e estamos tratando de estabelecer esse diálogo para firmar o Projeto Nacional de Desenvolvimento”, declarou.

Nos bastidores do PSB, apesar de o prefeito João Campos, que é vice-presidente Nacional de Relações Federativas do partido, e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio, cotado como candidato a governador em 2022, serem favoráveis a aliança com Ciro Gomes, a aliança firmada no âmbito municipal não é fator fundamental para ser replicada na majoritária estadual.

 

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