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''Não acredito em guerra civil no Brasil, não provocamos e nem queremos'', diz Jair Bolsonaro

O presidente disse defender a liberdade de expressão, mas que não se responsabiliza pela fala de aliados

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 26/08/2021 às 9:25
Marcos Corrêa/PR
O presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista à Rádio Jornal - FOTO: Marcos Corrêa/PR
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O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), comentou declarações, como a do deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), de que uma  guerra civil poderia ocorrer no Brasil, devido o momento de instabilidade política. Bolsonaro disse que defende a liberdade de expressão do parlamentar, mas que não acredita em conflito no País. 

"Qualquer pessoa que fala algo, que exagera, que extrapola, se ela tem qualquer ligação comigo, se tem um plástico escrito Bolsonaro, o pessoal vincula a mim, como se a pessoa fosse meu porta-voz. O que entendo do Otoni, que vota matérias conosco, estive com ele algumas vezes, ele tem liberdade de expressão. Não acredito em guerra civil, não provocamos e nem queremos isso daí. Lutamos por liberdade de imprensa, o resto é responsabilidade da pessoa. Não queiram botar na minha conta como querem fazer o tempo todo, me responsabilizar por opiniões das pessoas. Ele é aliado e tem liberdade de expressão", afirmou o presidente em entrevista à Rádio Jornal, na manhã desta quinta-feira (26).

Confira a entrevista com Jair Bolsonaro

Otoni de Paula e o cantor Sérgio Reis foram alvo, na sexta-feira (20), de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação investiga incitação a atos violentos e ameaçadores contra a democracia.

“O objetivo das medidas é apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes”, afirmou a PF, em nota.

Otoni deverá ser ouvido na sede da PF no Rio na próxima segunda-feira, a partir das 14hs. O deputado afirma que sua defesa não teve acesso ao inteiro teor do processo.

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