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Miguel Coelho é o meu pré-candidato, diz Mendonça Filho após convenção do novo partido União Brasil

Em entrevista à Rádio Jornal, o ex-ministro da Educação Mendonça Filho, também afirmou que o novo partido União Brasil não está no mesmo caminho que o do presidente Bolsonaro

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 06/10/2021 às 18:32
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EMERSON LEITE/DEMOCRATAS
O DEM fez um grande evento no Recife para filiar o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que é o pré-candidato da ala democrata para concorrer ao Governo do Estado - FOTO: EMERSON LEITE/DEMOCRATAS
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O ex-ministro da Educação e ex-governador de Pernambuco, Mendonça Filho, reforçou que a pré-candidatura do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, se manterá apresentada mesmo diante da oficialização do novo partido União Brasil - criado a partir da fusão entre o Democratas e o PSL. Em entrevista à Rádio Jornal, nesta quarta-feira (6), Mendonça explicou que não vai antecipar nenhum debate, mas que essa conjuntura sobre as forças da oposição, que também contam com os nomes dos prefeitos de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), e de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), “se dará em um universo ampliado”  com o deputado federal e presidência nacional da nova sigla, Luciano Bivar.

“Este momento é o espaço de aglutinarmos forças e discutirmos de forma ampla. Miguel passa a ser agora não só o pré-candidato do DEM, mas das forças de oposição e até especificamente do União Brasil”, afirmou. O novo partido, oficializado durante convenção realizada em Brasília, que terá o número 44, ainda precisa ser homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - que deverá ocorrer em até três meses após a análise dos ministros.

Já no âmbito nacional, o principal questionamento é com relação ao posicionamento que o partido terá na disputa presidencial. Eleito presidente da República em 2018 pelo PSL, Jair Bolsonaro ainda não se filiou a nenhuma legenda desde que rompeu com Luciano Bivar, no ano seguinte ao pleito. Questionado sobre a possibilidade de Bolsonaro ingressar na nova legenda, Mendonça Filho crava que é necessário fugir da polarização entre o bolsonarismo e o lulismo.

“O nosso caminho não é o caminho do atual presidente da República e isso ficou muito claro na convenção realizada hoje. Nós buscaremos alternativas e já temos alguns do PSL e do Democratas, como o do senador Rodrigo Pacheco, do ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, do atual comunicador Datena, que se filiou ao PSL e portanto deverá permanecer no União Brasil. Essa discussão está aberta, precisamos fugir da polarização excessiva”, afirmou o ex-ministro da Educação, durante entrevista à Rádio Jornal.

Acompanhe na íntegra a entrevista com o ex-ministro da Educação Mendonça Filho:

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