Eleições 2022

'Se eu fosse Raquel Lyra, terminaria o mandato de prefeito', afirma Wolney Queiroz

Wolney e Raquel são adversários em Caruaru. À Rádio Jornal, o deputado federal criticou as viagens que a prefeita tem feito para divulgar sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco

Renata Monteiro
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Renata Monteiro
Publicado em 22/02/2022 às 18:44 | Atualizado em 22/02/2022 às 18:45
CLAUDIO ANDRADE/C. DOS DEPUTADOS
Wolney Queiroz (PDT), deputado federal - FOTO: CLAUDIO ANDRADE/C. DOS DEPUTADOS
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Em entrevista à Rádio Jornal Caruaru nesta terça-feira (22), o deputado federal Wolney Queiroz (PDT), adversário político da prefeita Raquel Lyra (PSDB) na cidade, afirmou que se estivesse no lugar dela não abriria mão da gestão municipal para disputar o Governo do Estado, como cogita-se que a tucana fará. O parlamentar também criticou as recorrentes viagens que a prefeita tem feito a outros municípios com o Movimento Levanta Pernambuco e disse que a ausência dela pode, inclusive, prejudicar o dia a dia administrativo de Caruaru.

"Essas andanças de Raquel pelo Estado anunciando a sua pré-candidatura faz com que se perca o foco do governo, da gestão. E isso me preocupa, porque Caruaru é uma cidade complexa, exigente, que teve bons administradores e tem muitas demandas. E à medida que alguém se distancia do mandato de prefeito para cuidar de uma campanha a governador, dá espaço para que as coisas não aconteçam na cidade. Se eu fosse Raquel, eu terminaria o mandato de prefeito. Eu acho que ela vai continuar na prefeitura, sinceramente falando", declarou Wolney.

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Presidente estadual do PDT, o deputado Wolney Queiroz integra, hoje, a Frente Popular de Pernambuco, coligação que dá sustentação ao governo do PSB. O parlamentar, inclusive, é uma das várias lideranças que pleiteiam o espaço para o Senado na chapa que será encabeçada por Danilo Cabral em outubro, e reafirmou que pode desembarcar da base socialista se não alcançar esse objetivo.

Segundo Wolney, ao reivindicar esse espaço, ele espera dar um palanque no Estado ao pré-candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes. "Nem todos os atores que estiveram no lançamento da pré-candidatura de Danilo Cabral endossam os aplausos dados a Lula, pelo menos no primeiro turno. Cada um tem a sua ideologia. Nós estamos lutando para ter um espaço na chapa majoritária para que possamos defender o nome de Ciro, que teve 670 mil votos em Pernambuco na eleição de 2018, e trazer esses eleitores de Ciro para a Frente Popular com o espaço de senador", explicou o deputado.

O parlamentar voltou a apontar, ainda, o palanque do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), como alternativa para o PDT no Estado em 2022. "Eu tenho muito boa relação com Miguel, que é de uma geração nova de políticos, de bons administradores, faz uma gestão de êxito em Petrolina e sou muito amigo do irmão dele, Fernando Coelho Filho, que eu chamo de Fernandinho. (...) Como amigos, conversamos, e não tenho problema nenhum em abrir esse diálogo com Miguel, que tem simpatia pela candidatura de Ciro, já votou em Ciro no passado, portanto é uma possibilidade", pontuou, deixando claro, porém, que a sua tendência natural é de alinhamento com a Frente Popular.

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