Mobilidade urbana

Governo de Pernambuco rebate pré-candidatos após críticas à postura de Paulo Câmara sobre metrô

Nesta semana, o Executivo estadual solicitou ao governo federal que não permita o sucateamento do Metrô do Recife até a finalização do processo de estadualização do modal, fato que se tornou alvo de críticas da oposição

Renata Monteiro
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Renata Monteiro
Publicado em 19/05/2022 às 16:47 | Atualizado em 19/05/2022 às 17:19
ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
O Metrô do Recife está em processo de estadualização e depois será concedido à iniciativa privada - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Na última quarta-feira (18), o Governo de Pernambuco, em uma nota de três parágrafos, solicitou ao governo federal que não permita o sucateamento do Metrô do Recife até a finalização do processo de estadualização do modal, que já está em curso.

O gesto, porém, não foi bem recebido pela oposição do Estado, e nesta quinta (19) os pré-candidatos a governador Anderson Ferreira (PL) e Raquel Lyra (PSDB) fizeram duras críticas ao governador Paulo Câmara (PSB). De um lado, Anderson questionou qual a "moral" que o chefe do Executivo estadual teria para pressionar o presidente Jair Bolsonaro (PL). Do outro, Raquel afirmou que o governador é "cúmplice" do sucateamento do sistema de transporte.

Em uma nota de resposta à fala de Anderson, o Palácio do Campo das Princesas declarou que "praticamente metade das estações do metrô estão no território de Jaboatão dos Guararapes e Anderson só descobriu que esse modal existe depois que renunciou ao cargo de prefeito".

O texto diz, ainda, que o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes "nunca tomou nenhuma atitude como gestor e nem como correligionário do presidente" e que "ambos fingem até hoje que o metrô pertence ao Governo do Estado para justificar o nada a apresentar". O governo finaliza o texto dizendo que "já se passou um mês desde que Anderson resolveu falar de metrô. Ontem mesmo esteve em Brasília e voltou sem uma arruela para melhorar a vida dos usuários".

Com relação às queixas de Raquel, o Palácio declarou que a pré-candidata "se espanta porque nunca fez nenhuma cobrança a Bolsonaro. Endossou todo o desastre que foi essa gestão federal, sobretudo no enfrentamento da pandemia".

A respeito do metrô, o comunicado afirma que "Raquel também está tendo a oportunidade de avaliar a gestão do PSDB à frente do órgão entre 2016 e 2017, quando os trens começaram a quebrar uma vez por semana".

Cemitério do metrô

Existe um verdadeiro “cemitério de trens” do Metrô do Recife, localizado no Centro de Manutenção de Cavaleiro (CMC), oficina de reparo das composições que atendem ao sistema metroferroviário do Grande Recife.

 

Segundo um dos funcionários, são pelo menos 20 trens parados. São equipamentos quebrados e/ou sem peças para reposição. “É muito fácil e cômodo falar dos trens, apontar falhas e problemas. É fácil culpar a CBTU. Mas sem recursos é impossível. E cadê o investimento?”, questiona.

“O governo federal parou de investir no Metrô do Recife há mais de cinco anos. Por isso os trens não estão oferecendo um serviço de qualidade à população. Devido a esse desgoverno de anos, que piorou muito com o governo do presidente Bolsonaro”, diz o mesmo funcionário.

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