Eleições 2022

Danilo Cabral não poupa críticas a adversários, mas afirma que campanha não será feitas com "ataques pessoais"

Convenção da Frente Popular buscou reafirmar que Lula tem apenas um palanque em Pernambuco

Mirella Araújo
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Mirella Araújo
Publicado em 05/08/2022 às 22:11 | Atualizado em 05/08/2022 às 22:30
GUGA MATOS/JC IMAGEM
Convenção PSB - FOTO: GUGA MATOS/JC IMAGEM
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A convenção da Frente Popular de Pernambuco homologou a candidatura do deputado federal Danilo Cabral (PSB) para o Governo do Estado, da deputada estadual Teresa Leitão (PT) para o Senado Federal, e da vice-governadora Luciana Santos (PCdoB) para o mesmo cargo.

Realizada no Clube Português, nesta sexta-feira (5),  como esperado, o evento foi mais uma oportunidade do bloco liderado pelo PSB reafirmar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem apenas um palanque o representando no Estado. 

Durante o ato, foram exibidos vídeos de Lula durante sua passagem por Pernambuco, há duas semanas, registrando que o líder petista disse com todas as letras que o seu  candidato a governador é Danilo Cabral. E diferente daquela ocasião, não houve nenhuma gafe envolvendo o nome da candidata a governadora Marília Arraes (Solidariedade).

No entanto, os discursos feitos por aliados e pelos candidatos da chapa majoritária, não deixaram de disparar alfinetadas direcionadas não só a deputada federal e ao seu candidato ao Senado, André de Paula (PSD), que desembarcou da Frente Popular há poucos meses para apoiá-la, como também aos adversários que fazem oposição ao PSB.

Sobre o tom adotado nesta noite, o  candidato a governador Danilo Cabral, disse que os discursos adotaram um posicionamento verdadeiro.

"Nós vamos fazer uma campanha desse jeito, não esperem de mim nenhuma campanha alimentada por ataques pessoais, por intrigas. Vamos fazer uma discussão com o povo de Pernambuco, para apresentar o pensamento que nós representamos, a história que nós representamos, o futuro que nós queremos e o time que cada um representa", afirmou.  

Ainda segundo Cabral, ele espera que cada candidato possa deixar claro ao qual palanque pertence nestas eleições.

"Espero que todos mostrem seu time, não se envergonhem do time que participo, que é o time de Lula e da Frente Popular. Quem é Bolsonaro, vista a carapuça de Bolsonaro e os outros também assumam suas candidaturas porque o povo brasileiro tem o direito de saber a verdade. Vamos fazer uma campanha com muita tranquilidade e serenidade", completou o parlamentar socialista. 

Ele também ressaltou que o Estado teria sido atacado pelo presidente Jair Bolsonaro, que estará neste sábado (6), participando da Macha para Jesus, em Boa Viagem.

"Nós precisamos voltar a ter o reencontro de Pernambuco com o Brasil, inclusive vamos denunciar o governo Bolsonaro. Nós temos candidaturas postas aí que tem relação direta com Bolsonaro, a do Anderson (Ferreira-PL), do Miguel (Coelho-UB) cujo o pai dele (Fernando Bezerra Coelho) foi líder do governo Bolsonaro, e uma terceira que se diz nem é contra Bolsonaro e nem contra Lula", disparou. Esta terceira postulação seria a da candidata a governadora Raque Lyra (PSDB). 

NOME DOCE

A candidata ao Senado, Teresa Leitão (PT) brincou ao afirmar que o nome do ex-presidente Lula seria "doce", mas longo emendou que quando o líder petista estava preso e inelegível, ninguém teria manifestado apoio.  

"Teve gente que votou contra os princípios de tudo aquilo que Lula defende.  É o que Lula está chamando de revogaço. Teresa ser de Lula não é só Teresa ser do PT. Tem um projeto de sociedade, tem um projeto para o povo de Pernambuco para o povo do Brasil construído com Lula em todos os momentos, seja na adversidade seja na bonança. Hoje Lula é querido por todos", declarou a parlamentar. 

Teresa também destacou que este é um momento importante para o PT e que a aliança com os socialistas foi feita através de uma construção que contou com a participação de todos que hoje apoiam a Frente Popular. 

"É uma sensação de muita responsabilidade, de muito compromisso, desde que eu fui indicada pelo PT. Fui estimulada pelo presidente Lula a enfrentar este desafio e isso vai me acompanhar até o fim. É um momento muito importante para nós do PT e para a aliança que construímos e ninguém está absolutamente pronto", disse. 

"Eu sou do tempo de Paulo Freire: a construção é cotidiana. Hoje eu saio daqui mais fortalecida do que eu estava ontem e no caminhar eu tenho certeza que vou me fortalecer. É esse o sentimento que eu vou carregar", completou Teresa. 

 

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