NEGÓCIOS DIGITAIS

Empresa pernambucana transforma usuários do Instagram em vendedores e recebe investimento para escalonar serviço

O valor da transação não foi revelado, mas o aporte dará suporte para que a empresa com cerca de uma dezena de colaboradores vá em busca de grandes redes varejistas do País

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 25/04/2021 às 20:13
Divulgação
Equipe Prepi - FOTO: Divulgação
Leitura:

Um passo a mais na relação de digitais influenciadores e demais usuários das redes sociais com empresas e suas demandas de vendas é o que a startup pernambucana Prepi pretende agora dar levando sua solução para grandes redes varejistas do País. Com o propósito de transformar, de maneira simples, os usuários de redes sociais e potenciais vendedores de diversas marcas, e remunerados por isso, a empresa recebeu um investimento anjo do Buzzmonitor, plataforma de software-as-a-service para gestão de social media e atendimento multicanal ligado ao Elifegroup, para expandir seus serviços e ajudar mais empresas no seu processo de digitalização e vendas online sobretudo neste momento de pandemia.

O valor da transação não foi revelado, mas o aporte dará suporte para que a empresa com cerca de uma dezena de colaboradores ganhe fôlego para ir além dos pequenos e médios negócios e mire atuar junto a grandes redes varejistas do País.

“Além do investimento anjo em si, o capital, temos meta de levar a Prepi para o corporate, atendendo grandes empresas, por isso temos participação em troca de capital e troca de vendas também”, diz Jairson Vitorino, da Elife.

Segundo ele, o objetivo, no melhor cenário, é introduzir as soluções da Prepi a 20 grandes nomes do varejo no Brasil e também em Portugal e na Espanha. “Se conseguirmos esses 20 clientes em 30 meses (tempo de maturação do produto), a Prepi entra nesse mercado de corporate e podemos deixar que ela dispare. O mercado de varejo nacional é bilionário”, reafirma.

A Buzzmonitor é uma plataforma própria Elife. De acordo com Alessandro Lima, que assim como Vitorino está à frente da empresa, Elife surgiu como uma empresa de monitoramento de redes, para ajudar empresas a entender o que se passava com as suas marcas, incluindo aí uma gama de serviços, como atendimento de cientes em canais digitais. De 2005 para cá já houve uma migração para o modelo de software as service, com aluguel de software mensal, surgindo o braço Buzzmonitor, que já caminha para ser uma empresa à parte após oito anos sob o guarda-chuva da Elife.

O Buzzmonitor é uma conta com mais de 350 clientes no Brasil, Espanha, Portugal e México, o Buzzmonitor e é uma das plataformas mais flexíveis e práticas para a gestão de presença de marca e atendimento na internet.

Pensando num mesmo caminho para a Prepi, o aporte feito agora pretende fazer com que a empresa, que ganhou o triplo de clientes no ano passado, expanda as operações para alcançar um crescimento de 700% em 2021.

“Hoje em dia, o foco tem sido pequenos e médios lojistas, seja lojistas de rua ou até quem tem loja de shopping. Basta ter alguma rede social. A nossa principal proposta atual é criação de plataforma social vinculada ao Instagram, com gestão facilitada através de celular. Temos o app do Prepi, que gerencia tudo, desde o disparo simultâneo para site e Instagram, além de estoque por confirmação, com cadastro de produto sem necessidade de manutenção de grandes estoques”, explica o cofundador e CEO da Prepi, Bruno Filho.

O grande produto a ser explorado pela Elife junto a grandes varejista é o que a Prepi chama de kit de vendas. “Depois que já estávamos rodando, fizemos uma adaptação para atender o consumidor que gosta de comprar conversando com as pessoas. Ele se sente mais seguro falando com a loja do que indo no site comprar. O kit de vendas vem imbutido dentro de toda uma proposta nossa, com link de pagamento gerado com marca própria, venda direto no WhatsApp ou no Instagram e cálculo de frete para todo o Brasil”, detalha Bruno Filho.

Com a solução, a ideia é proporcionar às marcas a possibilidade de fazer algo parecido com o que já fez hoje a Magalu, recrutando terceiros para realização de vendas na sua plataforma. Com o kit, ao invés de empresas simplesmente fecharem parcerias com influenciadores digitais para divulgarem seus produtos e redirecionar essa audiência para compras nos sites e páginas das lojas, abre-se a possibilidade do influenciador ser o próprio canal de venda e fechar ali mesmo, através do seu Instagram, por exemplo, a jornada de compra, podendo até receber comissões pela desenvoltura como vendedor. Hoje, um pacote completo da Prepi sai por algo em torno dos R$ 105.

Comentários

Últimas notícias