Saúde mental

Facebook terá medidas para afastar adolescentes de conteúdo prejudicial

O vice-presidente do Facebook para assuntos globais, Nick Clegg, comentou estar aberto à ideia de permitir que reguladores tenham acesso aos algoritmos, usados para amplificar o conteúdo

Ana Maria Miranda
Ana Maria Miranda
Publicado em 10/10/2021 às 18:06
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Chris DELMAS/AFP
Atualmente, o Congresso dos Estados Unidos analisa como o Facebook e suas outras redes sociais, como o Instagram, afetam a saúde mental dos jovens - FOTO: Chris DELMAS/AFP
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O Facebook Inc deve introduzir novas medidas em suas plataformas para afastar adolescentes de conteúdos prejudiciais. De acordo com a Reuters, a declaração foi feita por um executivo da empresa, neste domingo (10).

O vice-presidente do Facebook para assuntos globais, Nick Clegg, comentou estar aberto à ideia de permitir que reguladores tenham acesso aos algoritmos, usados para amplificar o conteúdo. Atualmente, o Congresso dos Estados Unidos analisa como o Facebook e suas outras redes sociais, como o Instagram, afetam a saúde mental dos jovens.

O executivo da empresa se pronunciou após a ex-funcionária do Facebook e delatora Frances Haugen depor no Capitólio sobre como a empresa incentiva usuários a continuar navegando, o que prejudica o bem-estar dos jovens.

"Introduziremos algo que acho que fará uma diferença considerável, que seria nossos sistemas percebendo que um adolescente está vendo o mesmo conteúdo várias e várias vezes e é um conteúdo que pode não ser favorável ao seu bem-estar, e vamos incentivá-los a olhar para outro conteúdo", declarou ao programa State of the Union, da emissora CNN.

Invasão ao Capitólio

Apesar da fala sobre os algoritmos, Clegg disse que não poderia responder se eles amplificaram as vozes das pessoas responsáveis por invadir o Capitólio dos EUA em 6 de janeiro.

Os algoritmos "têm que ser cobrados, se necessário, pela regulação, para que as pessoas possam comparar o que nossos sistemas dizem que eles devem fazer com o que realmente acontece", disse.

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