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Numa eleição sem doação de empresas e risco de influencia das mídias sociais, o PSDB é o partido do mercado

11 / nov
Publicado por Fernando Castilho às 18:15

O mercado vai apostar no governador de São Paulo por falta de opção

Por Fernando Castilho do JC Negócios

 

Apesar do balaio de gatos que se tornou, o PSDB, por absoluta falta de opção na praça, é o partido do mercado. Importa pouco se estará, ou não, no governo Temer na virada do ano. A tendência é não estar, mas a perspectiva de poder em 2018 é maior que em 2014, na disputa Aécio Neves versus Dilma Rousseff.

Também importa pouco se Marcondes Perillo vira presidente do partido com apoio de Aécio e Temer. A cacicada paulista vai impor Geraldo Alckmin porque o mercado fecha com ele. Vai se abraçar com quem: com Lula? Bolsonaro? Ciro? Vai embarcar numa candidatura do PMDB de Temer lambuzado na Lava Jato?

Isso não quer dizer que goste de Alckmin. Daquela “vibração” característica do governador de São Paulo semelhante a um suflê de chuchu diet. Mas é que não tem outra opção. O resto fica por conta do peso econômico de São Paulo e da estrutura do partido que do número de candidatos competitivos, de deputado estadual a senador e governador. É isso que abre perspectiva dele estar no segundo turno. Não garante nada, numa eleição sem doação de empresas, uma noção exata de como influenciar as mídias sociais e a capacidade de reação das esquerdas, mas o mercado trabalha com um candidato do PSDB, pensando em Alckmin.


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