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Sem Eduardo Campos, PSB se comporta como uma federação de partidos

06 / fev
Publicado por Giovanni Sandes às 6:10

O governador Paulo Câmara (PSB) e o prefeito do Recife Geraldo Julio (PSB). Foto: Andrea Rego Barros / PCR

A declaração do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), de que a oposição à “turma de Temer” aproxima o Partido Socialista e o PT, ressalta como a legenda do falecido Eduardo Campos virou uma federação de siglas. Enquanto nacionalmente o PSB diminuiu os acenos ao PT, em São Paulo o vice-governador Márcio França, socialista, sinaliza para o PSDB do governador e presidenciável Geraldo Alckmin. E em Pernambuco o PSB de Geraldo Julio e do governador Paulo Câmara quer se aliar ao PT.

Nos tempos de Eduardo, o PSB discutia os temas internamente, era dele a última palavra, uma decisão verticalizada. Desde o seu falecimento, contudo, o partido se comporta de forma errática.

O PSB deu apoio, no segundo turno de 2014, ao candidato do PSDB, Aécio Neves. Em 2016, votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Porém, no governo Michel Temer (PMDB), a sigla rachou entre apoio e oposição às reformas. Em 2017, com a saída da “ala rebelde” do partido, incluindo o ministro Fernando Filho (sem partido), a sigla se reunificou na Câmara.

Mas o reencontro não incluiu alianças regionais. Para preservar as costuras estaduais, a sigla cogita neutralidade nacional. E adia a decisão sobre alianças nacionais para sua convenção em março.


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