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Homens e mulheres em igualdade de gêneros decidem títulos sul-americanos

05 / nov
Publicado por Alexandre Gondim às 15:52

Tainá Hinckel. Foto: Pedro Monteiro / Oi

O Oi Pro Junior Series, que acontecerá neste fim de semana, será os únicos eventos realizados no Brasil com o princípio da igualdade de gêneros, incentivado pela World Surf League. Em todas as etapas, a premiação da categoria feminina é a mesma oferecida para a masculina. Os campeões e as campeãs de cada prova  ganham 1.200 dólares. Os vice-campeões e vice-campeãs, recebem 600 dólares e os eliminados nas semifinais, levam 300 dólares pelo terceiro lugar.

O Oi Pro Junior Series já passou pelas capitais do Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina e será encerrado neste fim de semana, 8 a 10/11, na badalada Praia de Maresias, casa do bicampeão mundial Gabriel Medina em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.

Os brasileiros dominam a disuta. A catarinense Tainá Hinckel e o saquaremense Daniel Templar, podem ser campeões sul-americanos antes da última etapa do Circuito Pro Junior da WSL Latin America no Peru, por antecipação em Maresias.

Daniel Templar. Foto: Marcio David / Oi

Na categoria masculina, três surfistas brasileiros podem se classificar e defender as vagas no Pro Junior, são o líder Daniel Templar com 2.440 pontos, o vice Lucas Vicente com 2.310 pts. E Mateus Sena com 2.220, que ocupa a terceira posição, seguido de perto por Daniel Adisaka com 2.125 pts.

A disputa entre os homens está bem mais acirrada do que entre as meninas, e a única chance para o Daniel confirmar o título sul-americano no Brasil, é conseguir sua primeira vitória no ano, na grande final do Oi Pro Junior Series em São Sebastião e ainda vai depender de uma combinação de resultados dos seus sete principais concorrentes, caso aconteça qualquer possibilidade destas, a decisão do título fica para a última etapa no Peru, assim como se Templar ficar em segundo na final em Maresias.

Lucas Vicente. Foto: Fabriciano Junior / Oi

A classificação está tão aberta que até o 36º do ranking, tem chances matemáticas de conquistar o título sul-americano, com os 2.000 pontos que estarão em jogo no Oi Pro Junior Series e no Mancora Junior Pro Peru. Já a batalha pelas três vagas para o Mundial Pro Junior da World Surf League, envolve até o 55º colocado no ranking.

 

Daniel Adisaka. Foto: Pedro Monteiro / Oi

Entre as jovens mulheres, Tainá é a maior revelação do surfe brasileiro nos últimos anos e ganhou seu primeiro título Sul-americano Sub-18 em 2016, com apenas 13 anos de idade. A catarinense da recém oficializada 9º Reserva Mundial de Surf, a Guarda da Embaú, faz uma excelente temporada no maior calendário Pro Junior da história da WSL Latin America, com sete etapas em três países do continente.

Ela competiu em quatro das cinco provas disputadas e ganhou três. Mesmo com um resultado a menos no ranking, lidera com grande vantagem de 3.560 pontos a 2.760 da vice-líder, a carioca Julia Duarte. Tainá só depende dela para ser a campeã sul-americana de 2019 no Brasil. Basta repetir o que fez nas quatro etapas que competiu, chegar nas semifinais.

Julia Duarte. Foto: Marcio David / Oi

Porém, ela pode ser consagrada mesmo se não passar nenhuma bateria em Maresias, desde que Julia, as peruanas Sol Aguirre e Daniella Rosas e a paulista Isabela Saldanha, surfista do Instituto Medina que vai competir em casa, não vençam o último Oi Pro Junior Series do ano.

Se Tainá passar uma bateria, Isabela sai da briga do título e Tainá só não será campeã com uma vitória da Julia, ou da Sol, ou da Daniella. Se passar mais uma, acaba com as chances das duas peruanas e, ficando em quinto ou sétimo lugar em Maresias, Julia Duarte terá que vencer para levar a decisão do título para o Mancora Junior Pro Peru.

Na categoria feminina, também estão em jogo duas vagas para o Mundial Pro Junior da World Surf League, que será disputado na última semana deste mês na Ilha Taiwan. Uma já está confirmada para Tainá Hinckel e Julia Duarte pode garantir a outra por antecipação também. Mas, só com a vitória no Oi Pro Junior Series, desde que a final não seja contra as peruanas Sol Aguirre ou Daniella Rosas e nem contra Isabela Saldanha.

Mateus Sena. Foto: Fabriciano Junior / Oi

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