CARLA PATRÍCIA

Ex-superintendente da PF entra na Justiça contra Coronel Meira e pede R$ 200 mil de indenização por danos morais

Coronel Meira insinuou que a ex-superintendente estaria "protegendo o PSB" no período em que ela chefiava a Polícia Federal.

José Matheus Santos
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José Matheus Santos
Publicado em 01/09/2021 às 12:13 | Atualizado em 01/09/2021 às 12:20
BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
Ex-superintendente da PF em Pernambuco, Carla Patrícia - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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Ex-superintendente da Polícia Federal (PF) em Pernambuco, a delegada Carla Patrícia entrou na Justiça Estadual com uma ação contra Coronel Meira, presidente do PTB no estado.

A ação ocorre após, em sucessivas entrevistas, Meira insinuar que Carla Patrícia estaria "protegendo o PSB" enquanto chefiava a PF em Pernambuco.

As declarações do coronel, que insinuam possível prática de prevaricação - quando um agente público deixa de agir diante de um mal feito, foram dadas em entrevistas a emissoras locais de rádio e canais nas redes sociais.

A Comarca do Recife da Justiça de Pernambuco será a responsável pelo andamento do processo.

O advogado Ronnie Preuss Duarte, que defende Carla Patrícia na ação, pede que a Justiça determine que Meira pague R$ 200.000,00 em danos morais e que ele seja obrigado a publicar uma eventual sentença condenatória como forma de retratação nas suas contas em redes sociais. 

A defesa da ex-superintendente ainda solicita que sejam excluídos das redes sociais de Meira os ataques à condução da delegada no período em que esteve à frente da PF local. Carla Patrícia ainda quer que o coronel arque com as custas processuais e honorários advocatícios e periciais da defesa dela.

Delegada da PF há 15 anos, Carla Patrícia chefiou a Polícia Federal em Pernambuco entre dezembro de 2019 e maio de 2021, sendo a primeira mulher superintendente da corporação no estado. A indicação dos superintendentes é prerrogativa do diretor-geral da PF.

Carla deixou o cargo em maio após troca determinada pelo então novo diretor da PF, Paulo Maiurino. Nos bastidores, delegados avaliaram sob reserva à época que a troca foi natural, sem intenções políticas por parte do novo diretor.

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