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RODRIGO PACHECO

Após ameaças de Bolsonaro à democracia, presidente do Senado cancela sessões e reuniões da Casa

A decisão foi interpretada como o primeiro reflexo da radicalização de Bolsonaro contra as instituições durante o feriado da Independência, no 7 de Setembro.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 08/09/2021 às 8:29
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MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
Rodrigo Pacheco (DEM-MG),o presidente do Senado - FOTO: MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu cancelar as sessões deliberativas remotas e as reuniões de comissões da Casa previstas para esta quarta-feira (8) e quinta-feira (9).

Pacheco teria tomado decisão por avaliar que não há clima para votações e nem garantia de segurança a senadores e servidores. A decisão foi interpretada como o primeiro reflexo da radicalização de Bolsonaro contra as instituições durante o feriado da Independência, no 7 de Setembro.

“A Presidência comunica às Senadoras e aos Senadores que estão canceladas as sessões deliberativas remotas e as reuniões de comissões previstas para os dias 8 e 9 de setembro”, informou Rodrigo em mensagem aos demais senadores.

Com isso, portanto, não haverá audiência com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prevista para quarta-feira (8) na Comissão de Acompanhamento da Covid-19.

Pacheco, assim como o presidente da Câmara, Arthur Lira, foram “convocados” por vários representantes de associações e políticos a reagirem à altura ao discurso de Bolsonaro, que, entre outros pontos, desafiou o Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que não cumprirá decisões do ministro Alexandre de Moraes.

Os membros do Supremo se reuniram na noite da terça por videoconferência e informaram que o presidente do STF, Luiz Fux, demonstrará o posicionamento do grupo na sessão desta quarta-feira (8).

Em fala na Avenida Paulista, em São Paulo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, fez referências diretas ao ministro Alexandre de Moraes. “Temos um ministro dentro do Supremo que ousa continuar fazendo aquilo que nós não admitimos.”

Tanto no discurso em Brasília quanto no de São Paulo, Bolsonaro disse que apenas deixaria o posto se for preso ou morto e que acredita na sua reeleição. Para isso, voltou a insistir no voto impresso, tema já apreciado e rejeitado pelo Congresso Nacional no início de agosto por falta de votos suficientes.

Após o pronunciamento de Bolsonaro em Brasília e antes do de São Paulo, Rodrigo Pacheco manifestou-se pelas redes sociais e pediu “absoluta defesa do Estado Democrático de Direito”.

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