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Polícia conclui primeiro inquérito e indicia namorado de Remís Costa

02 / jan
Publicado por Raphael Guerra às 11:26

Remís Costa foi morta pelo namorado após uma discussão. Ele confessou o crime. Foto: Internet/Reprodução

A Polícia Civil de Pernambuco concluiu o primeiro inquérito aberto para investigar a morte da estudante de pedagogia Remís Carla Costa, de 24 anos. O namorado dela, Paulo César de Oliveira Silva, de 25 anos, assassino confesso, foi indiciado por ocultação de cadáver. O corpo da jovem foi encontrado numa cova rasa, a poucos metros da residência dele, no bairro da Caxangá, em 23 de dezembro de 2017. Ela estava desaparecida há cinco dias.

Em depoimento à polícia, o acusado afirmou que o crime foi praticado após uma discussão entre o casal por causa de um celular. A polícia continua investigando o caso porque há suspeita de que o crime pode ter sido premeditado. Os investigadores também apuram se houve ajuda de um amigo. Neste segundo inquérito, Paulo César será indiciado por feminicídio. A polícia avalia se será necessária a reconstituição do crime para acabar com algumas dúvidas que ainda restam no caso.

Os investigadores procuram entender como ele matou Remís e não apresentou lesões que apontassem para uma luta corporal entre o casal. Uma das suspeitas é de que a estudante pode ter sido dopada antes de ser morta. Paulo César afirmou que agiu sozinho. Até agora, depoimentos colhidos pela polícia também não apontaram para a participação de um segundo suspeito no crime. Laudos do Instituto de Medicina Legal (IML) estão sendo aguardados para a conclusão do segundo inquérito.

COTEL

Namorado de Rémis Costa teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Foto: Polícia Civil/Divulgação

Por medida de segurança Paulo César está uma cela isolada do Centro de Observação e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima. Segundo relatos de agentes penitenciários, ele apresentou comportamento frio e falou muito pouco nas primeiras 24 horas. Paulo César teve a prisão decretada pela Justiça durante audiência de custódia. O juiz plantonista, Abérides Nicéas, arbitrou fiança de R$ 30 mil. Como ele não tinha o dinheiro, foi encaminhado ao Cotel.

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