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Náutico vem tendo dor de cabeça com as demissões dos técnicos

Gilmar Dal Pozzo, Gilson Kleina e Hélio dos Anjos saíram dos Aflitos com a relação desgastada com o clube e acionando a Justiça Trabalhista

Marcelo Cavalcante
Marcelo Cavalcante
Publicado em 02/09/2021 às 18:43
CAIO FALCÃO/NÁUTICO
Gilmar Dal Pozzo acionou a Justiça depois de ser demitido pelo Náutico - FOTO: CAIO FALCÃO/NÁUTICO
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O Náutico não é mais o mesmo do inicio da temporada. Vive uma turbulência grande e tenta se reconstruir como trabalho de Marcelo Chamusca. E o curioso é que tudo aconteceu muito rapidamente. Se mereceu ficar por muito tempo na liderança da Série B, também está merecendo ficar no meio da tabela. Para retomar o caminho das vitórias, o Timbu vai precisar mudar a filosofia de jogo. É o que está procurando fazer para que a Série A não seja um sonho tão distante. E, fora de campo, precisa retomar a harmonia nos bastidores do clube,  que anda sumida desde o atrito do ex-técnico Hélio dos Anjos com a diretoria, após a partida contra o Confiança. 

Aliás, as demissões dos últimos treinadores do Náutico  chama a atenção pela semelhança de como tudo aconteceu. Foram apresentados como profissionais capazes de mudar uma realidade e saíram com a relação estremecida com a diretoria. Algo que não fica bacana para o presente, muito menos para o futuro. Afinal, tanto Gilmar Dal Pozzo, quanto Gilson Kleina e Hélio dos Anjos acionaram a Justiça Trabalhista contra o clube. São situações que precisam ser contornadas para não virar uma bola de neve que, na verdade, pela repetência dos fatos, podemos dizer que a bola já está rolando. 

Dos três profissionais citados, a demissão de Gilson Kleina não surpreendeu tanto porque o seu trabalho não rendeu bons resultados. Ele não conseguiu fazer o time embalar. Mas não se justifica o cenário que ficou após a demissão. Segundo informações, o treinador não recebeu o tinha direito e levou o caso para Justiça e o imbróglio ainda está rolando. 

Antes de Kleina quem estava no cargo foi Gilmar Dal Pozzo. Comandou a equipe em 42 partidas. Conseguiu feitos importantes: classificou a equipe para a Copa do Nordeste de 2020 e foi campeão da Série C. Mas a sua demissão foi algo inacreditável. A diretoria anunciou a demissão. Mas, ao lembrarem da multa rescisória, a diretoria declarou que  o treinador havia pedido demissão. Os bastidores esquentaram. Foi quando a diretoria negou ter demitido o técnico e anunciou que ele seria relocado para o sub-23. Dal Pozzo não aceitou. Constrangimento geral.  Dal Pozzo acionou a justiça pedindo um valor alto de multa rescisória e possíveis danos morais. 

O recente caso de Hélio dos Anjos foi algo surpreendente de tão rápido. E também pela frieza como a diretoria tratou a saída do comandante que, até outro dia, era o super-herói alvirrubro.  Hélio comandou o time com maestria na Série B do ano passado. Conquistou o titulo pernambucano sobre o rival Sport, quebrando um tabu que durava anos e anos. Na Série B,  o time começou a todo vapor. Mas a derrota para o Coritiba e as perdas de peça do elenco tiraram o Timbu do prumo. E Hélio pediu para sair. Agora, aciona a Justiça para cobrar acordos financeiros que a diretoria não cumpriu.  Já o departamento jurídico do clube informou que é o treinador que deve a multa rescisória ao clube, já que ele pediu demissão. 

De toda forma, é mais um imbróglio para o Náutico resolver. No entanto, o caso de Hélio dos Anjos chama muito a atenção de quem acompanha o futebol pernambucano. Pela velocidade como tudo aconteceu e, especialmente, pela frieza da diretoria do clube em relação ao técnico.  O clube só se pronunciou sobre a saída de Hélio dos Anjos em uma nota oficial. Pouco para quem até outro dia era tratado como o grande responsável pelo momento que o clube atravessava no início da temporada. E mais: não houve um pronunciamento do clube sobre a ação judicial do técnico.  

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