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SÉRIE B

Cinco motivos para acreditar no acesso do Náutico à Série A e cinco para ficar desconfiado

Timbu está numa situação difícil na Segundona: tem que vencer seis dos sete jogos que faltam para voltar à elite do futebol brasileiro

Marcelo Cavalcante
Marcelo Cavalcante
Publicado em 27/10/2021 às 17:45
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
O Náutico vem de três vitórias seguidas na Série B - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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O Náutico, que em 14 rodadas ficou na liderança isolada da Série B, chora as pitangas pela sequência ruim que viveu, quando passou sete jogos sem vitórias. Tempos difíceis que fez o time despencar na tabela e até temer a zona de rebaixamento. Com a volta de Hélio dos Anjos, o Timbu volta a sonhar com o acesso. Mas a missão não é fácil. Há torcedores mantendo a fé. Outros quase jogando a toalha. Qual o seu sentimento em relação à situação do Náutico na Série B? Abaixo, listamos cinco motivos que podem fazer o torcedor alvirrubro acreditar que o acesso à Série A é algo bem real. Mas também listamos os cinco que podem aumentar sua desconfiança. Para que a matéria termine com a energia positiva necessária para um final feliz, vamos começar com o lado negativo.

5 motivos para não acreditar no acesso:

A defesa

Desde o começo da Série B que o setor deu dor de cabeça ao técnico Hélio dos Anjos. Mas como o time vinha ganhando, o problema foi minimizado. Em 31 partidas, o Timbu sofreu 39 gols. É uma das piores defesas da competição. Está a frente apenas do Confiança e Brusque, e empata com o Brasil, adversário do time nesta quinta-feira.

O elenco enxuto

O Náutico está nessa situação difícil depois que peças importantes do elenco saíram. Erick não renovou contrato, Kieza sofreu séria contusão e Wagner Leonardo voltou para Santos. O desencaixe aconteceu e o Timbu se perdeu em campo. Nesse momento, o time reencontrou o futebol ofensivo. Mas segue com o time na conta. Ninguém pode sair para não perder o ritmo, já que as opções no banco não conseguem garantir a qualidade que o time precisa para superar os adversários.

Confrontos difíceis em casa

Das duas partidas que o Náutico terá nos Aflitos, duas serão contra times que fazem boas campanhas e estão na briga do G4. Uma delas é o Coritiba, que lidera a competição, com 58 pontos, e está bem perto do acesso à Série A. A outra é o Avaí, que fez campanha de recuperação e está na terceira colocação, com 53. São duas pedreiras enormes. O terceiro confronto nos Aflitos será com o Sampaio Corrêa, que tem 40 e está na 11ª posição, na "marola" da tabela.

A pressão por vitórias

O Náutico poderia está com a classificação na mão se não passasse tantas rodadas numa "areia movediça". Foi uma sequência boba de tropeços que, agora, faz com que o time viva clima de decisão em todos os jogos. O Náutico entra em campo com a obrigação de vencer. Não há outro caminho. É preciso que o time tenha equilíbrio emocional enorme para superar cada adversário. E a torcida também tem um papel importante nesse momento de competição. Nos Aflitos, é preciso paciência e aplaudir até passe errado.


Depender dos adversários

A luta pela classificação está intensa. Matematicamente não clube já garantido na Série A em 2022, embora Coritiba e Botafogo estejam bem perto disso. Nesse bolo de times, com pontuação bem próxima um do outro, o Náutico tem que ter um olho no seu adversário em campo e ligar o secador para que haja tropeço de rivais na luta pelo G4. O Timbu não depende apenas de suas forças. Vai precisar também da ajuda divina para voltar à Série A em 2022.

5 motivos para acreditar na volta do Náutico à Série A

Sistema ofensivo

O DNA do Náutico é jogar no ataque. O Timbu mostrou isso desde a estreia no Campeonato Pernambucano, quando goleou o Central, por 5x0. Sob o comando de Hélio dos Anjos, a equipe alvirrubra jogou em função do gol na maioria dos jogos. E nessa reta final de competição, voltou a encontrar a alegria de fazer gol. Com 40 gols assinalados, o ataque alvirrubro só perde para o CRB, Botafogo e Guarani, e fica empatado com o Coritiba.

Dupla afinada

Boa parte dos gols marcados pelo Náutico passaram pelos pés do meia Jean Carlos e do atacante Vinícius. Ambos são vitais para o time, vivem grande fase e não se abateram nem mesmo quando a equipe passou por uma grande turbulência na Série B. Na meia, Jean Carlos faz de tudo: cria, marca, arma, bate falta e escanteio. Vinícius é o motor ofensivo

A volta de Hélio dos Anjos

O  técnico foi o principal responsável por livrar o Náutico da Série C no ano passado. Em 2021, começou a todo vapor. Manteve a base, determinou uma filosofia que o grupo assimilou bem. A turbulência já esperada na Série B casou sua saída, o que atrapalhou o Timbu. Mas, agora, na retomada, a equipe voltou a brilhar, mostrar um futebol competitivo e acreditar que a Série A é logo ali. 

Jogos nos Aflitos com a torcida

O Náutico chegou a ficar 10 meses sem perder nos Aflitos. E olhe que boa parte desse período, não contou com a presença do seu torcedor. O caldeirão esquentou na temporada e os adversários que vêm ao Recife jogam sabendo das dificuldades. Na Série B, o Timbu conseguiu seis vitórias, seis empates e sofreu quatro derrotas. O aproveitamento é de 50%. A torcida tem um papel importante para incentivar a equipe e os alvirrubros estão desempenhando bem até agora. 

Visitante indigesto

Não é só em casa que o Náutico consegue mostrar sua força. Jogando longe  dos  seus domínios o time alvirrubro também sabe jogar. Na Série B, em 15 jogos fora dos Aflitos, o Timbu obteve seis vitórias, três empates e seis derrotas. O aproveitamento é de 46,67%. sendo o quarto melhor visitante. 

E aí, alvirrubro...dá para acreditar?

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